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EUA negam presença no G20 na África do Sul e aumentam tensão diplomática

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Logotipo oficial da cúpula do G20 de 2025, que será sediada na África do Sul, destacando os temas ‘Solidariedade, Igualdade e Sustentabilidade’. (Foto: Instagram)

O governo dos Estados Unidos negou de forma clara, na quinta-feira (20/11), que participará da cúpula do G20 na África do Sul, após o presidente sul-africano, Cyril Ramaphosa, afirmar que Washington teria mudado de posição sobre o boicote. A Casa Branca informou que apenas o embaixador americano estará presente para acompanhar a cerimônia de transição, já que a próxima edição do encontro será na Flórida, mas não terá envolvimento nas tratativas oficiais.

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Desde que Donald Trump reassumiu a presidência dos EUA este ano, as relações com a África do Sul têm sido marcadas por tensões. Na semana anterior, Trump anunciou que o país não enviaria representantes ao G20 como forma de protesto contra o que chamou de “racismo” contra brancos na África do Sul. Ele também pediu que não fosse publicada a tradicional declaração conjunta de encerramento do evento.

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Segundo o jornal francês Les Échos, a cúpula do G20 em Joanesburgo será marcada por incertezas e ausências significativas. Além de Trump, também não participarão Xi Jinping, Vladimir Putin e Javier Milei. Apesar disso, o encontro é considerado histórico por ocorrer pela primeira vez no continente africano e representa uma chance para a África do Sul fortalecer sua influência regional e destacar os interesses africanos na pauta global.

Trump optou por boicotar o evento, o que gerou atritos com Pretória sobre a divulgação de um comunicado final. Xi Jinping será substituído pelo primeiro-ministro Li Qiang, enquanto Putin evita a viagem devido ao risco de prisão por conta de um mandado da Corte Penal Internacional, da qual a África do Sul faz parte.

Mesmo diante das ausências, Ramaphosa pretende transformar a cúpula em uma oportunidade de sucesso. A ausência dos EUA abre espaço para que a União Europeia e a China ampliem sua presença. A África do Sul pretende focar em temas como transição energética, crise da dívida, minerais estratégicos e mitigação de desastres climáticos. Um relatório sugere o uso de reservas de ouro do FMI para aliviar o endividamento dos países em desenvolvimento, que já atinge US$ 31 trilhões.

O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, e o francês Emmanuel Macron estarão presentes. Lula já declarou apoio à África do Sul, enquanto Macron deve defender o multilateralismo. A União Europeia também planeja discutir, paralelamente ao evento, o plano de paz dos EUA para a Ucrânia, que inclui concessões territoriais à Rússia — proposta que tem gerado críticas no continente europeu.

Esta edição do G20 encerra o ciclo de lideranças do chamado Sul Global, que incluiu Indonésia, Índia e Brasil, e que focou temas como desigualdade e desenvolvimento sustentável. Após o G20, ocorrerá em Luanda uma cúpula entre União Europeia e União Africana, com a presença confirmada de Macron.

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