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Reforma de R$ 70 milhões vai transformar Viaduto do Chá e Praça do Patriarca em São Paulo

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Projeto de revitalização do centro de São Paulo inclui novo piso e áreas de convivência no Viaduto do Chá. (Foto: Instagram)

A Prefeitura de São Paulo planeja uma grande intervenção urbana na região central da cidade, com um investimento estimado em R$ 70 milhões. O projeto, que ainda será licitado, prevê a revitalização do Viaduto do Chá, da Praça do Patriarca e dos arredores do Theatro Municipal. A proposta inclui alterações polêmicas, como a substituição do tradicional piso de pedras portuguesas por granito e mudanças na disposição de elementos históricos e urbanos.

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Entre as mudanças previstas estão o deslocamento das bancas de jornal para vias laterais, a instalação de um novo ponto de ônibus no viaduto e o uso de um antigo bondinho como centro de informações turísticas. A escultura de José Bonifácio também será reposicionada para o centro da Praça do Patriarca. A marquise de Paulo Mendes da Rocha, situada sobre a entrada da Galeria Prestes Maia, teve seu fechamento com vidro vetado pelo Condephaat, e uma nova proposta ainda está em avaliação.

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O secretário municipal de Infraestrutura Urbana e Obras, Marcos Monteiro, explicou que a reforma foi motivada por problemas estruturais detectados no Viaduto do Chá, como infiltrações. Segundo ele, a troca do piso visa reduzir o peso sobre a estrutura e facilitar a manutenção, já que há escassez de profissionais especializados em pedras portuguesas. A galeria subterrânea Prestes Maia, que liga a Praça do Patriarca ao Vale do Anhangabaú, também será reformada para resolver infiltrações recorrentes.

Na Praça do Patriarca, o piso será renovado mantendo os desenhos originais dos mosaicos. A marquise, alvo de críticas desde sua instalação na gestão Marta Suplicy, continuará no local. A proposta de envidraçamento foi rejeitada por arquitetos e pela família do autor da obra. Pedro Mendes da Rocha, filho do arquiteto, defendeu a preservação integral da estrutura, que já é considerada parte do patrimônio arquitetônico da cidade.

O Condephaat sugeriu como alternativa um fechamento retrátil na entrada da galeria, que manteria a visibilidade do espaço. A prefeitura estuda essa opção e pretende apresentar um novo projeto ainda este ano. A licitação deve ser lançada em breve, com previsão de início das obras em 2026 e duração estimada de 18 meses. O orçamento inicial era de R$ 58 milhões, mas foi reajustado para R$ 70 milhões após estudos mais detalhados.

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