
Gina Gotthilf e o marido em momento de esperança (Foto: Instagram)
Gina Gotthilf acreditava ter uma gestação perfeita até descobrir, de repente, que não era verdade. Após exames sem anomalias e sintomas leves, ela recebeu a notícia devastadora de que o bebê havia parado de crescer.
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Durante a maior parte da vida, ela não tinha certeza se queria ser mãe. Focada na carreira — atuou como vice-presidente na Duolingo e hoje é cofundadora e diretora de marketing na Outsmart — e em um relacionamento sem planos de família, Gotthilf mudou de ideia ao conhecer o marido.
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Após perder a primeira gravidez no primeiro trimestre, ela engravidou novamente. Chegar ao segundo trimestre com todos os testes normais foi motivo de alívio: a chance de aborto caiu para cerca de 1%. Em cada consulta, o bebê marcava entre o percentil 50 e 50 e sua saúde era considerada exemplar.
Três dias antes da cesárea programada, Gotthilf percebeu que não sentia mais os movimentos do bebê. No pronto-atendimento, ela aguardou quase uma hora até o médico confirmar o pior: não havia mais batimentos. Depois soube que o cordão umbilical se enrolou várias vezes nos pés do feto, interrompendo completamente o fluxo sanguíneo.
Nos meses que se seguiram, ela encontrou apoio na família, em amigos e em comunidades online. Comentários como “foi para melhor” só aumentaram sua angústia. Um post sincero sobre a morte da filha ganhou repercussão e despertou solidariedade de parentes e conhecidos.
Mesmo marcada pela dor, Gotthilf mantém o sonho de ser mãe. “Estou com medo de passar por tudo isso de novo, mas preciso tentar outra vez em breve, pois meu tempo para engravidar está acabando”, diz ela.

