
Entre emojis e corações: a jornada de Ayrin do chatbot à vida real (Foto: Instagram)
Uma mulher que viralizou em janeiro após admitir ter se apaixonado por um chatbot revelou uma reviravolta surpreendente em sua vida amorosa quase um ano depois.
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Em reportagem publicada pelo The New York Times em 15 de janeiro de 2025, a jovem, que usou o pseudônimo Ayrin, contou como criou Leo no verão de 2024, personalizando o chatbot com recursos do ChatGPT, da OpenAI. Na época, ela enfrentava crises financeiras com o marido real, Joe, morador do Texas.
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Ayrin explicou ao jornal que, ao se mudar para o exterior para cursar enfermagem e viver com a família, passou a sentir “conforto” e forte conexão emocional com Leo. A relação evoluiu para trocas de mensagens de teor sexual, e ela contou abertamente sobre isso ao marido, que não considerou traição: “É só um ombro amigo virtual que conversa de forma mais íntima com ela”, disse Joe.
Com o tempo, porém, a convivência com o chatbot perdeu o encanto. Segundo a jornalista Kashmir Hill, ouvida no podcast The Daily, Ayrin deixou sua assinatura do ChatGPT expirar no verão, encerrando o vínculo com Leo. Ela decidiu se divorciar do marido e iniciou um novo relacionamento — desta vez com uma pessoa de verdade.
A razão, revelou Hill, foi que Leo passou a ser “sírio” demais e deixou de exercer qualquer desafio no diálogo, o que fez o relacionamento esfriar. Paralelamente, Ayrin conheceu um homem no fórum que criou no Reddit, “My Boyfriend Is AI”, dedicado a pessoas com comparsas de inteligência artificial.
Ela se aproximou desse novo amigo, sentiu-se atraída e confessou ao marido ter flertado de forma mais íntima com alguém real — o que, para ela, parecia bem mais grave. Após se ver diante de ambos, Joe aceitou o pedido de divórcio. Ayrin e o contato do Reddit se encontraram pessoalmente em outubro e, segundo a própria, estão muito felizes.

