
À esquerda, Rory Callum Sykes; à direita, as chamas que consumiram sua casinha em Malibu. (Foto: Instagram)
Na véspera do primeiro aniversário dos incêndios que devastaram a Califórnia, Shelley Sykes ergueu em sua propriedade de Malibu uma estátua de três metros em homenagem ao filho Rory Callum Sykes, que morreu aos 32 anos em uma casinha no terreno tomada pelas chamas.
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Rory nasceu cego e com paralisia cerebral, e os médicos jamais imaginaram que ele recuperaria a visão e aprenderia a correr. Desafiando todos os prognósticos, ele virou fonte de inspiração para a mãe.
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Na noite de 7 de janeiro, com o fogo se aproximando, mãe e filho decidiram ficar no local. Shelley viu fagulhas no telhado da casinha e correu para buscar água – mas as mangueiras estavam secas. Ao bater na porta, descobriu que ela estava trancada e, embora tenha buscado ajuda, não conseguiu resgatar Rory, que morreu por intoxicação por monóxido de carbono.
Desde então, Shelley habita uma pequena casa na mesma propriedade, sem água encanada ou eletricidade. Para não passar frio, ela dorme com várias camadas de roupa e vai à casa de amigos para tomar banho e lavar roupas. Enquanto aguarda licenças e seguro para reconstruir seu lar, ela se considera “reclusa” e em processo de cura.
No aniversário compartilhado — em 29 de julho — ela organizou uma cerimônia em memória de Rory, marcada por emoção e lágrimas. Para o segundo marco, foi convidada a um encontro no Veterans Club de Palisades com outras famílias que perderam entes queridos nos incêndios.
Para o futuro, Shelley planeja relançar sua ONG, concluir o livro do filho, Callum’s Cure, com um “capítulo final” e, um dia, erguer uma casa para crianças sem lar, como Rory sonhava. “O importante não é quanto tempo vivemos, mas como preenchemos a vida de amor”, diz ela, lembrando o legado do “bebê milagre”.

