
Baleia-franca-do-Atlântico Norte emergindo perto da superfície do mar. (Foto: Instagram)
A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA) divulgou em 5 de janeiro que, até agora, 15 filhotes de baleia-franca-do-Atlântico Norte nasceram nesta temporada, que vai de meados de novembro a meados de abril. Apesar de ser um número promissor neste estágio, a população estimada de 384 indivíduos ainda requer muito mais nascimentos para reverter seu declínio histórico.
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Desde 2017, essas baleias vivem um evento de mortalidade que já eliminou mais de 20% do total estimado. As principais ameaças são decorrentes de atividades humanas: emaranhamento em equipamentos de pesca e colisões com embarcações têm provocado lesões, doenças e mortes.
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As fêmeas atingem a maturidade sexual por volta dos 10 anos, mas hoje reproduzem-se com intervalo de 7 a 10 anos — quase o dobro do ciclo saudável de 3 a 4 anos. Esse atraso é atribuído à diminuição do alimento natural e ao estresse causado por interferências humanas.
Com base na contagem de fêmeas maduras e em seu ritmo reprodutivo, 20 nascimentos em uma só temporada seriam considerados “relativamente produtivos”. No entanto, para estabilizar e fazer crescer a população, a NOAA estima que seriam necessários ao menos 50 filhotes por ano durante vários anos.
Em outubro de 2025, o Consórcio da Baleia-Franca-do-Atlântico Norte registrou um aumento de 2,1% na população, chegando aos atuais 384 animais. Mesmo assim, as situações de risco continuam. Em um caso reportado em 8 de dezembro, uma baleia teve linhas de pesca enroladas no focinho e parcialmente no espiráculo. Equipes conseguiram remover parte do material, mas o animal ainda permanece em situação grave, dependendo de novas ações de socorro.

