
Boeing 727 seqüestrado por Martin McNally em junho de 1972 (à esq.) e retrato de McNally (à dir.). (Foto: Instagram)
Em junho de 1972, Martin McNally, então veterano da Marinha de 28 anos, sequestrou um Boeing 727 com cerca de 100 passageiros. A bordo, ele exigiu US$ 502 000 — cerca de R$ 2,6 milhões — para saltar de paraquedas sobre Indiana, mas acabou perdendo o dinheiro e foi capturado apenas cinco dias depois.
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McNally jamais havia usado paraquedas antes. Após saltar pela escotilha traseira a 300 mph, sua reserva — fornecida pelo FBI como parte das exigências — abriu-se violentamente, ferindo seu rosto, e a maleta com o dinheiro rasgou-se no ar. Ele chegou a pensar em desistir da vida.
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O crime aconteceu na chamada “Era de Ouro” dos sequestros aéreos, quando mais de 300 jatos foram tomados nos EUA entre 1968 e 1972. McNally liberou quase todos os reféns e exigiu um novo avião rumo ao Canadá antes de pular no ar.
Condenado à dupla prisão perpétua por pirataria aérea, ele ficou quase quatro décadas atrás das grades. Durante o cumprimento de pena, refletiu sobre sua escolha e hoje classifica o ato de “insano” e motivado pela ganância de “um monte de papel”. Sua história é retratada no documentário American Skyjacker.
Inspirado pelo misterioso D.B. Cooper — que sumiu com US$ 200 000 em 1971 — McNally acreditou que repetir o feito seria fácil. Disfarçado e munido de um falso nome, ele embarcou em St. Louis e deu início ao plano.
Liberto em 2010, leva uma vida tranquila cuidando de familiares e de dois gatos, sem novos registros criminais. Aos que sonham com golpes audaciosos, aconselha: “Esqueçam essa ideia. Estudem, mantenham-se limpos e arranjem um emprego decente.”

