
Renee Nicole Good, poeta e mãe de três, morta por agente do ICE em Minneapolis (Foto: Instagram)
Renee Nicole Good, poeta de 37 anos e mãe de três crianças, foi morta por um agente do ICE em 7 de janeiro em Minneapolis, numa ação registrada em câmeras de diferentes ângulos. No momento do disparo, ela estava ao volante quando agentes do governo a abordaram; ao tentar avançar com o carro, um agente atirou repetidamente, atingindo-a fatalmente.
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Sua mãe, Donna Ganger, afirmou que Renee era “uma das pessoas mais bondosas que já conheci” e descreveu a filha como extremamente compassiva, amorosa e sempre disposta a ajudar.
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Donna ainda rebateu a definição do Departamento de Segurança Interna que chamou Renee de “terrorista doméstica” e o argumento de autodefesa usado pelo ICE, classificando tudo como “absurdo” e afirmando que sua filha “estava provavelmente apavorada”.
O pai, Tim Ganger, disse ao jornal The Washington Post que Renee enfrentou dificuldades na vida, mas sempre foi uma pessoa maravilhosa. Ela deixa uma filha de 15 anos e dois filhos de 12 e 6 anos.
Graduada em Inglês pela Old Dominion University em 2020, Renee ganhou o prêmio de poesia da faculdade e teve poemas publicados em Metrosphere e Coronado Literary Review. O presidente da universidade, Brian O. Hemphill, prestou homenagem à ex-aluna, pedindo compaixão e reflexão em um momento tão difícil para o país.
Renee foi casada com o comediante Tim Macklin Jr., pai de seu filho mais novo, que morreu em 2023. O avô materno declarou que cuidará do neto: “Não há mais ninguém na vida dele”.
Minneapolis reagiu à mensagem do DHS que qualificou o ataque como autodefesa. O prefeito Jacob Frey definiu como “conversa fiada” a justificativa do governo, afirmando que o agente agiu de forma imprudente e resultou na morte de uma mulher inocente.

