Em um dos golpes financeiros mais inacreditáveis já registrados, o banco brasileiro Noroeste acabou pagando US$ 242 milhões por um aeroporto que simplesmente não existia. A história, pouco conhecida no Brasil, envolve um vigarista nigeriano que enganou altos executivos da instituição financeira com cartas, promessas e documentos falsos que pareciam 100% legítimos.
O protagonista dessa trama foi Emmanuel Nwude, um empresário nigeriano e ex-diretor de banco que, no meio da década de 1990, construiu uma fachada tão convincente que conseguiu persuadir um dos maiores bancos do Brasil a investir pesado no que supostamente seria um novo aeroporto internacional na capital da Nigéria.
O plano de Nwude era simples: ele se passou pelo presidente do Banco Central da Nigéria, apresentou cartas oficiais falsificadas e afirmou que o projeto do aeroporto estava prestes a ser licenciado pelo governo do país africano. O banco brasileiro, vislumbrando grande retorno e sem as devidas verificações, decidiu liberar o dinheiro.
Entre 1995 e 1998, cerca de US$ 191 milhões foram transferidos em parcelas, com o restante em juros futuros, totalizando os impressionantes US$ 242 milhões que desapareceram em contas em paraísos fiscais como as Ilhas Cayman. Ninguém nunca viu sequer um projeto de construção ou uma pista de aterrissagem real.
A fraude só veio à tona anos depois quando o banco brasileiro estava em processo de ser adquirido por uma instituição estrangeira maior e os auditores descobriram que quase metade do capital estava misteriosamente alocado em bancos offshore. A partir daí, investigações internacionais revelaram a extensão do golpe, que acabou deixando um rastro de prejuízo e vergonha para a instituição financeira envolvida.
Embora Emmanuel Nwude tenha sido condenado e preso na Nigéria em meados dos anos 2000, parte do dinheiro nunca foi recuperada.
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