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Pais Podem Admitir que Têm um Filho Preferido — Mas Pesquisa Indica que Favorecimento Prejudica as Crianças

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Em casa, pais observam atentamente os filhos — e estudos mostram que, por trás dessa rotina, existe um favorito. (Foto: Instagram)

Admitir que existe um filho favorito pode ser desconfortável, mas estudos apontam que o fenômeno ocorre em todas as famílias, independentemente de classe ou cultura. Uma reportagem do The New York Times entrevistou diversos especialistas em dinâmica familiar, que confirmaram a onipresença do favoritismo parental.
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Em pesquisa de 2001, J. Jill Suitor, professora de sociologia da Purdue University, analisou mais de 500 mães com dois ou mais filhos adultos. Ela perguntou com quem elas passavam mais tempo, a quem se sentiam mais próximas emocionalmente e em quem tinham maior decepção. Os resultados mostraram que cerca de dois terços das mães reconheciam um filho favorito, que em geral continuava o mesmo por décadas, tendendo a ser filha e irmão mais novo.
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Alex Jensen, pesquisador da Brigham Young University, concluiu que pais preferem filhos com traços de personalidade mais agradáveis, pois são considerados mais fáceis de criar. Ele também observou que as filhas recebem tratamento preferencial. Já na fase adulta, Suitor descobriu que a afinidade de valores — religiosos, políticos e pessoais — passa a ser o principal critério de preferência.

A percepção de injustiça tem impacto maior na saúde mental do que o favoritismo em si. Segundo a Dra. Laurie Kramer, a falta de conversas abertas sobre as razões que levam ao tratamento diferenciado agrava sentimentos de ansiedade e depressão nos filhos que se sentem menos favorecidos. Explicar os motivos pode atenuar efeitos negativos.

Para quem é o preferido, também há desvantagens. Susan Branje, da Universidade de Utrecht, notou que o filho favorito pode se sentir culpado ou indigno diante da vantagem evidente, pois crianças e adultos valorizam a igualdade nos relacionamentos.

Os efeitos do favoritismo se estendem pela vida toda. Em um depoimento, uma mulher lembrou, 15 anos depois, da confissão da mãe em seu leito de morte, admitindo que sempre amou mais a irmã, o que ilustra o peso duradouro dessas dinâmicas.

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