
Isaias, 2 anos, vítima de complicações da gripe em Nova Jersey (Foto: Instagram)
A moradora de Dover, Nova Jersey, Giselle Castillo perdeu seu filho Isaias, de 2 anos, vítima da gripe. Ele se tornou a primeira criança da temporada 2025–2026 a morrer em decorrência da doença no estado. Na manhã de 12 de janeiro, após Isaias apresentar febre de 101,2 graus, Castillo o levou ao pronto-socorro do Morristown Medical Center.
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Segundo relato de Giselle ao ABC-7, os médicos diagnosticaram gripe e liberaram o menino com a orientação de administrar Tylenol ou Motrin em casa. Apesar de a febre ter caído levemente, ela voltou a subir para 105 graus ainda na mesma noite, e o garoto passou a ter convulsões.
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“Foi muito traumático. Eu fiquei com medo e gritei para meu marido chamar o 911”, contou a mãe, referindo-se ao socorro de emergência que levou Isaias de volta ao hospital. Na madrugada seguinte, o menino não resistiu e veio a falecer.
Isaias ainda não havia recebido a vacina contra a gripe porque não frequentava creche – recebia os cuidados apenas em casa. A imunização estava agendada para o fim de janeiro. Para auxiliar a família nos custos funerários e nos trâmites legais, amigos criaram um GoFundMe, pedindo doações para “aliviar o peso financeiro e permitir que eles honrem a memória do pequeno”.
Castillo ressalta que “não há palavras que possam diminuir a dor de perder um filho” e que, depois desse episódio, ela, os irmãos de Isaias e toda a família jamais serão os mesmos. “Ele iluminava qualquer lugar com seu sorriso, tocava o coração de todos. Era brincalhão, humilde e cheio de energia”, declarou emocionada.
O caso de Isaias coincide com um aumento de internações e mortes pediátricas por gripe nos Estados Unidos. Nas últimas semanas, médicos têm identificado principalmente a variante Influenza A (H3N2) do subtipo conhecido como “subclado K”, descoberta no hemisfério sul durante o inverno austral. Esse subtipo costuma provocar surtos mais intensos, especialmente entre crianças e pessoas com sistema imunológico mais frágil.
De acordo com Andrew Pekosz, virologista da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, “não há como prever até onde esse pico de casos pode crescer”, gerando apreensão em profissionais de saúde. Ele alerta que a melhor estratégia de prevenção segue sendo a vacinação anual, recomendada pelo CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA), além de cuidados básicos como higiene das mãos e evitar contato próximo em períodos de surto.
Com o avanço da temporada de gripe, especialistas ressaltam ainda que, embora a maioria dos pacientes apresente sintomas leves, crianças pequenas, gestantes e idosos enfrentam risco maior de complicações graves. O relato de Giselle Castillo reforça a importância de vacinar crianças assim que estiverem aptas, reduzir a sobrecarga hospitalar e evitar desfechos trágicos como o que atingiu sua família.

