
Vitória após 200 dias: mãe e bebê prematura deixam a UTI neonatal (Foto: Instagram)
Celia Strauss e sua filha Honor vivem há mais de seis meses em uma unidade de terapia intensiva neonatal desde que a bebê nasceu com apenas 24 semanas de gestação. Esses 200 dias na UTI têm sido marcados por altos e baixos, ajustes de rotina e a esperança diária de que, um dia, mãe e filha deixem o hospital juntas. Enquanto outras famílias se preparam para levar seus recém-nascidos para casa logo após o parto, elas precisaram aprender a medir o tempo em pequenos avanços médicos e em cada novo batimento cardíaco estabilizado.
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Em um vídeo que viralizou no TikTok, Strauss se apresentou como mãe de primeira viagem e relatou ter descoberto de repente, em junho do ano passado, que sua gravidez saudável chegava a um ponto de ruptura. Em poucos instantes, a bolsa estourou enquanto ela estava de férias, e a perspectiva de um dia ir para casa transformou-se na certeza de que não obteria alta até o nascimento e a recuperação da pequena Honor.
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Inicialmente internada em um hospital local, Celia foi transferida para uma instituição com UTI neonatal de maior complexidade, capaz de atender crianças em extrema prematuridade. Lá, ela passou quatro dias em repouso absoluto enquanto os médicos tentavam prolongar a gestação até o limite da viabilidade. Ao atingir 24 semanas — o marco em que as chances de sobrevida aumentam — a bebê veio ao mundo em um parto de emergência, colocando o casal diante de um universo hospitalar totalmente desconhecido.
Para garantir maior proximidade, Celia aproveitou o programa de acomodação para familiares, disponível naquela UTI, o que lhe permitiu permanecer ao lado de Honor 24 horas por dia. O contato permanente facilitou não só o vínculo afetivo, mas também a participação ativa nos cuidados básicos, como a troca de fralda, a alimentação por sondas e a leitura de parâmetros vitais. Essa integração tem se mostrado essencial para enfrentar os momentos de maior fragilidade, quando a menina chegou a depender do suporte máximo de oxigênio e levou os pais a temer por sua vida.
A rotina do casal inclui longas viagens de carro, já que eles moram em Tallahassee (Flórida) e se instalaram em Jacksonville para acompanhar todo o tratamento. Durante os primeiros três meses, o pai, Cody, ficou em licença familiar, mas agora alterna períodos de quatro dias na UTI com dois dias em casa, conciliando o trabalho como socorrista e as visitas ao hospital. Enquanto isso, Celia dedicou-se exclusivamente à bebê e ao dia a dia da unidade, apoiada por amigos e parentes que mantêm a vida doméstica em funcionamento e oferecem suporte emocional.
Celia conta que, ao longo do tempo, abandonaram qualquer data limite para a alta hospitalar. Ela compara o desenvolvimento prematuro de Honor a uma tartaruga-marinha crescendo no ritmo natural, sem pressa. Também revela que o nome da filha ganhou significado especial: “Honor”, em inglês, reflete o privilégio e o respeito conquistados em cada passo dessa jornada. Agora, prestes a deixar as paredes da UTI, mãe e bebê se preparam para um dos momentos mais aguardados: respirar o ar livre, sentir o sol no rosto e, enfim, celebrar a vida que resistiu contra todas as probabilidades.

