
Estação científica francesa em Adélie Land, na Antártica, onde se intensificam as buscas pelo mergulhador desaparecido sob o gelo. (Foto: Instagram)
Equipes de busca continuam sem descanso atrás de um mergulhador que desapareceu durante um mergulho embaixo do gelo na Antártica na terça-feira, 13 de janeiro, há dois dias. Segundo comunicado divulgado pelo Instituto Polar Francês nas redes sociais, o profissional sumiu em Adélie Land, região de clima extremo que normalmente abriga estações científicas francesas. O caso mobilizou imediatamente as equipes presentes no local e provocou grande apreensão entre os pesquisadores.
++ Renda passiva turbo: copie o sistema de IA que está fazendo gente comum lucrar
Em sua nota oficial, o Instituto Polar Francês informou que “o protocolo de segurança para operações de mergulho foi integralmente aplicado e as buscas foram iniciadas sem demora”. A entidade acrescentou que, além do esforço de resgate em andamento, será aberta uma investigação para esclarecer as circunstâncias que levaram ao desaparecimento no gelo. “O Instituto e os Territórios Franceses do Sul e da Antártica prestam suas mais profundas condolências à família do mergulhador, aos entes queridos e a todas as equipes mobilizadas no local”, completou o instituto.
++ Fux assume ação que pode soltar Bolsonaro e Brasília entra em clima de guerra política
Adélie Land é o setor antártico reivindicado pela França e faz divisa com o Território Antártico Australiano, conforme reportagem da Australian Broadcasting Corporation (ABC). Embora o Tratado da Antártica impeça novas reivindicações territoriais, as nações mantêm estações de pesquisa para fins científicos e meteorológicos. A região é conhecida pelas baixas temperaturas, ventos fortes e presença de extensas camadas de gelo flutuante, fatores que tornam qualquer operação de mergulho especialmente complexa.
O PEOPLE entrou em contato com representantes do Instituto Polar Francês e com o Australian Antarctic Division em busca de informações adicionais e aguarda posicionamentos oficiais sobre o andamento das buscas. Fontes locais já confirmaram que aeronaves e embarcações equipadas estão participando das buscas, além de mergulhadores de resgate treinados para atuar em condições de infra-zero.
Em entrevista à ABC, o Instituto Polar detalhou que a missão do mergulhador era verificar um instrumento científico instalado sob a placa de gelo, considerada uma operação de rotina em expedições polares. Mesmo assim, o deslocamento por debaixo do gelo requer equipamentos específicos, como vestimenta de neoprene com sistema de aquecimento, cilindros redundantes e guias de segurança para orientar o retorno ao buraco principal. Pequenas falhas em qualquer item podem comprometer a oxigenação ou a rota de saída.
O Australian Antarctic Division confirmou que foi solicitada pela França para ajudar nas buscas. “O Programa Antártico Francês pediu apoio de outras nações após o desaparecimento do mergulhador em Adélie Land. A Australian Antarctic Division está avaliando todas as opções disponíveis para contribuir com o esforço de resgate”, disse porta-voz da divisão em nota à imprensa.
Este episódio ocorre pouco depois de outro caso de mergulho extremo. Em dezembro, o corpo do australiano Gary Gibson, de 65 anos, foi encontrado em caverna subaquática no sul da Austrália, depois de permanecer um dia desaparecido enquanto explorava uma galeria de cavernas inundadas. Assim como em expedições antárticas, mergulhos em ambientes confinados exigem protocolos rígidos e equipes de apoio prontas para agir em emergências.

