
Quebra-cabeça sustentável ensina nomes de família com tampas de lenços umedecidos (Foto: Instagram)
Brittany Musholt, fonoaudióloga e mãe de dois filhos, desenvolveu um presente caseiro inovador para seu então bebê de um ano: um quebra-cabeça feito a partir de tampas de lenços umedecidos. Ela reutilizou as tampas plásticas, fixando-as sobre um pedaço de papelão e personalizando cada compartimento com o nome de um familiar por fora e a foto correspondente por dentro. A criança, ao visualizar a etiqueta escrita, aprendia a associar o nome à pessoa e, ao abrir a tampa, confirmava a correspondência com o rosto. Musholt compartilhou a ideia por meio de um vídeo, destacando que não importa o valor gasto no presente, mas a criatividade e o potencial de aprendizado envolvido.
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A publicação vinha acompanhada da mensagem: “PSA: seu bebê não liga se o presente custa R$ 1 ou R$ 100; mas se você fizer este jogo com tampas recicladas, ele aprenderá todos os nomes da família até o Ano Novo.” A proposta viralizou nas redes sociais, atraindo comentários de pais curiosos e especialistas interessados em estratégias de desenvolvimento infantil acessíveis e sustentáveis.
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De acordo com Musholt, a ideia surgiu ao unir duas influências que ela havia visto: atividades de quebra-cabeça com fotos de família e vídeos que mostravam o uso de tampas de lenços para treinar a coordenação motora fina de bebês. “Percebi que, ao combinar a lembrança de rostos queridos com a atividade de abrir e fechar tampas, criaria um jogo envolvente e educativo”, explica. Além de promover a interação afetuosa, a brincadeira incentiva habilidades como concentração e percepção visual.
Como profissional de fonoaudiologia, Musholt reforça que não é preciso investir em brinquedos sofisticados para estimular a linguagem. Segundo ela, crianças pequenas respondem melhor a materiais cotidianos quando estes são aproveitados de forma lúdica. Para confeccionar o quebra-cabeça, basta guardar tampas de lenços umedecidos por algumas semanas, retirar a parte interna plástica, imprimir fotos reduzidas dos familiares e colar tudo sobre papelão resistente.
A escolha de escrever o nome de cada pessoa na tampa amused some espectadores, mas tem objetivos claros. “Meu filho mais velho já frequenta a pré-escola e inicia o processo de alfabetização. Reconhecer o próprio nome e o dos outros é uma etapa fundamental na leitura inicial”, detalha Musholt. A identificação escrita também ajuda os adultos a orientar a criança durante o jogo, evitando adivinhações e permitindo respostas mais rápidas.
O resultado foi empolgante: os dois filhos de Musholt continuam brincando com o quebra-cabeça meses depois. Ela comemorou cada avanço no repertório vocabular, desde o simples apontar ao pronunciar de forma mais clara o nome de cada pessoa. “É gratificante observar como a linguagem evolui naturalmente quando as palavras têm significado afetivo e são repetidas no dia a dia”, afirma.
Especialistas em desenvolvimento infantil destacam que aprender nomes de familiares reforça não apenas a fala, mas também habilidades sociais, atenção compartilhada e memória. Ao conectar o conceito de pessoa querida à palavra correspondente, a criança constrói confiança na comunicação e afasta a frustração que pode surgir em tentativas de fala isoladas.
Para além da linguagem, esta proposta evidencia a importância de incentivar a coordenação motora ao abrir e fechar tampas, além de estimular a criatividade dos responsáveis. Brinquedos caseiros, baratos e personalizados reforçam vínculos afetivos, transformam momentos de brincadeira em oportunidades de aprendizagem e comprovam que, com poucos recursos, é possível promover desenvolvimento integral nos primeiros anos de vida.

