
Rebanho de patos em granja comercial do Kansas, epicentro do maior surto de gripe aviária já registrado nos EUA. (Foto: Instagram)
O Kansas enfrenta o pior surto de gripe aviária (HPAI) já registrado nos Estados Unidos, com 414.647 aves afetadas em todo o estado. A doença de alta patogenicidade, também chamada de gripe aviária, tem causado grande mortandade, especialmente em granjas comerciais, e representado um importante desafio para produtores locais.
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Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) indicam que, até 12 de janeiro, foram confirmados quatro plantéis comerciais e seis criações domésticas infectadas. Na comparação com outros estados, Indiana aparece em segundo lugar, com cerca de 72.720 aves afetadas até 6 de janeiro. A maior parte dos casos no Kansas concentra-se em uma única operação comercial em Pottawatomie County, que registrou aproximadamente 380.000 aves infectadas.
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A HPAI é um termo genérico para cepas de influenza aviária altamente contagiosas, como os subtipos H5 e H7, que podem dizimar até 100% de aves em um plantel afetado. Embora o impacto econômico seja grave para os produtores, as autoridades de saúde ressaltam que o risco para os seres humanos permanece baixo. Conforme informação do CDC, a variante H5 já circula em aves silvestres no mundo todo, ocasionalmente atingindo indústrias avícolas e mesmo rebanhos de bovinos leiteiros, com casos esporádicos em trabalhadores, mas sem relato de infecção humana no Kansas até o momento.
Especialistas do estado apontam que o atual surto extrapola padrões sazonais observados desde 2022. “Dezembro e janeiro são os meses em que tivemos o maior número de casos positivos desde o início deste surto”, afirmou Heather Lansdowne, porta-voz do Departamento de Agricultura do Kansas, ao Kansas Reflector. Ela acrescentou que o inverno de 2023–2024 registrou números ainda mais elevados e manifestou expectativa de queda nas infecções à medida que a estação progride.
O principal vetor de disseminação é a migração de aves aquáticas silvestres, como patos e gansos, que podem transportar e liberar o vírus sem apresentar sintomas. Frente ao avanço da doença, o governo estadual emitiu diversos alertas recomendando reforço das práticas de biossegurança tanto para pequenos criadores quanto para grandes produtores comerciais.
Entre as medidas sugeridas estão a restrição de acesso de aves silvestres a áreas de criação, higienização de calçados e roupas após contato com lagoas ou corpos d’água, alojamento de aves em recintos protegidos e eliminação imediata de animais doentes ou mortos. Os produtores devem observar sinais clínicos como dificuldade respiratória, apatia, queda na produção de ovos, diarreia ou morte súbita.
Quando ocorre detecção de HPAI, equipes técnicas estaduais orientam sobre quarentenas e elaboram planos de recuperação de longo prazo, garantindo que os plantéis afetados sejam isolados e que as contaminações não ingressem na cadeia de alimentos.
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O Departamento de Agricultura do Kansas reforça que não há risco para a segurança alimentar: aves e ovos contaminados não chegam ao mercado consumidor. Ainda assim, a combinação de migrações e condições de inverno mantém a vigilância reforçada em toda a região.

