O ator Wagner Moura afirmou que os Estados Unidos acompanham com “inveja” o andamento de instituições democráticas brasileiras, especialmente após o julgamento no Brasil de crimes relacionados a ataques contra a democracia. A declaração do artista foi dada em entrevista à BBC News Brasil durante a estreia nacional do filme O Agente Secreto, em Recife (PE).
Moura, radicado em Los Angeles, nos Estados Unidos, há cerca de sete anos, comparou publicamente o funcionamento das instituições brasileiras à situação percebida no cenário político norte-americano, observando que houve uma resposta mais enérgica das autoridades brasileiras diante de casos de tentativa de golpe de Estado.
“A gente está hoje vendo as instituições funcionando [no Brasil], vendo um crime contra a democracia sendo julgado pelo Supremo Tribunal Federal, enquanto que nos festivais norte-americanos pelos quais o filme passou, a gente sentia uma certa tristeza dos americanos, quase uma inveja”, disse o ator, em referência ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados no Brasil.
O artista também criticou a política migratória dos Estados Unidos sob governos recentes, apontando que imigrantes sem documentação enfrentam medo e perseguição, o que, em sua visão, seria um indicativo de tendências autoritárias no país. Moura ressaltou que sua opinião é fruto de vivências pessoais e observações diretas durante sua permanência no país.
“É um horror, eu conheço muitos imigrantes ilegais. Eu moro em Los Angeles, é uma cidade onde vivem muitos latinos, muitos mexicanos, sobretudo, e as pessoas estão com medo”, afirmou.
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