
Resgatista coleta destroços do ATR 42-500 no sopé do Monte Bulusaraung (Foto: Instagram)
Uma segunda vítima foi localizada pela Basarnas — a agência nacional de busca e salvamento da Indonésia — após o avião da Indonesia Air Transport desaparecer dos radares enquanto voava rumo a Makassar. Mohammad Syafii, chefe dessa agência, confirmou que o corpo de uma mulher ainda não identificada foi resgatado, recorrendo aos primeiros indícios recolhidos pelos socorristas em meio à densa vegetação.
++ Aprenda a lucrar com IA criando negócios e renda passiva
O achado ocorreu próximo ao sopé do Monte Bulusaraung, onde uma segunda vítima — um homem também não identificado — foi localizada a aproximadamente 200 metros de profundidade entre destroços. Mohammad Arif Anwar, diretor do Escritório de Busca e Resgate de Makassar, disse ao AFP e à Associated Press que o corpo jazia junto a fragmentos do avião, e que equipes encontraram estruturas do quadro e assentos, além do que acreditam ser um dos motores do turboprop ATR 42-500.
++ Uma criança mentiu sob pressão, e um homem perdeu 39 anos da vida por um crime que não cometeu
A operação de busca continua intensa para localizar as oito pessoas que permanecem desaparecidas. Além das vítimas identificadas, oito tripulantes e passageiros ainda não retornaram e têm suas famílias em espera angustiada. A Indonésia enfrenta desafios logísticos e geográficos na região do Sulawesi, onde encostas íngremes e clima instável retardam o avanço dos socorristas.
O turboprop ATR 42-500 da Indonesia Air Transport — um aparelho de porte médio, com capacidade para cerca de 50 passageiros — partiu de Yogyakarta e tinha previsão de aterrissar em Makassar após um voo de aproximadamente duas horas. Segundo Edy Prakoso, diretor de operações da Basarnas, o último contato com o controle de tráfego aéreo ocorreu às 13h17 (horário local), sem sinal de emergência antes da perda de comunicação. Informações iniciais da Antara, agência oficial de notícias da Indonésia, indicam que o aparelho mudou de rota e sumiu dos monitores exatamente na região do Maros District.
O acidente reacende debates sobre a segurança de voos regionais em ilhas de relevo elevado. O Sulawesi é recortado por montanhas vulcânicas e coberto por densa mata, o que exige procedimentos específicos de busca e socorro. Equipes de resgate aéreas e terrestres precisam coordenar o uso de helicópteros, drones e apoio de equipes de montanhismo para chegar aos locais inacessíveis.
Historicamente, operações da Basarnas envolvem cerca de 30 a 50 profissionais por missão, entre mergulhadores, técnicos e voluntários. A agência utiliza sistemas de posicionamento global e coordena esforços com aeroportos regionais. Em incidentes anteriores no arquipélago, o tempo frio e o terreno acidentado obrigaram as equipes a estabelecer acampamentos de base enquanto a chuva e a neblina impediam busca contínua.
Até o momento, Indonesia Air Transport e Basarnas não emitiram comentários adicionais sobre possíveis causas do acidente. À medida que a investigação avança, peritos examinam as condições meteorológicas, o histórico de manutenção da aeronave e dados de voo recuperados de radares secundários. A prioridade permanece em encontrar os desaparecidos e prestar apoio às famílias, enquanto as autoridades prometem transparência na divulgação dos próximos relatórios investigativos.

