
Luke Abrahams, 20 anos, em partida de futebol amador antes de adoecer gravemente (Foto: Instagram)
Luke Abrahams, de 20 anos, faleceu em 23 de janeiro de 2023 vítima de uma infecção bacteriana rara que evolui para fasceíte necrosante — conhecida popularmente como “doença comedora de carne” — depois de médicos terem atribuído seus primeiros sintomas a uma amigdalite comum. O inquérito sobre sua morte foi aberto no Northampton Coroner’s Court em 20 de janeiro de 2026, após exame do caso pelo North Northamptonshire Council.
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Nas semanas que antecederam o óbito, Luke Abrahams buscou atendimento em diferentes unidades de saúde, incluindo consultas com médicos de urgência e no serviço 111 do Reino Unido. Ele recebeu prescrição de antibióticos para amigdalite, mas passou a sentir fortes dores na perna e teve dificuldade para caminhar. Em 20 de janeiro de 2023, participou de teleconsulta na qual foi diagnosticado com ciática, segundo informações da Mayo Clinic, referência internacional para doenças do nervo ciático. Porém, a real origem da dor estava relacionada à fasceíte necrosante, definida pela Cleveland Clinic como infecção que atinge as camadas profundas de pele e fáscia, necessitando de antibióticos específicos e cirurgias para remoção de tecido comprometido.
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Mesmo apresentando febre alta e hiperglicemia, Luke Abrahams foi liberado em casa por uma equipe de paramédicos do East Midlands Ambulance Service, de acordo com reportagem da BBC. Apenas dois dias depois, já com quadro agravado de sepse — resposta inflamatória sistêmica a infecção —, ele foi internado, mas não resistiu e acabou não resistindo aos ferimentos, apesar de tentativa de amputação de uma das pernas para conter a progressão bacteriana.
O pai, Richard Abrahams, prestou depoimento ao Coroner’s Court e declarou à ITV: “É tão frustrante — eles sabiam que poderiam ter tratado melhor o Luke.” Richard Abrahams pediu “justiça e responsabilização”, pois entende que houve falha nos protocolos de avaliação. Julie, mãe de Luke Abrahams, reforçou: “Queremos saber onde erraram, como deixaram o Luke desamparado e que sejam honestos para podermos finalmente nos despedir em paz.”
Durante o inquérito, Susan Jevons, chefe de segurança do paciente do East Midlands Ambulance Service, admitiu que Luke Abrahams “deveria ter sido encaminhado ao hospital” pelas condições apresentadas. “Se você observar o quadro dele, não era normal. O nível de glicose e a pontuação de dor exigiam transferência”, afirmou Jevons, segundo a BBC. Ela concluiu ainda que “ele estava doente e permanecer em casa atrasou o tratamento vital”.
A fasceíte necrosante e a sepse são condições emergenciais que demandam diagnóstico precoce e intervenção cirúrgica imediata. Em muitos protocolos médicos, sinais como dor intensa, inchaço localizado, febre alta e alterações na cor da pele configuram “red flags” que indicam necessidade de atendimento hospitalar imediato, conforme orientações de guidelines internacionais de emergência. O caso de Luke Abrahams ressalta a importância de reconhecimento rápido desses sintomas para evitar desfechos fatais.

