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Missy Redding passou anos tentando ter um filho com o DNA de Nikolas Evans após sua morte

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Missy Redding ao lado do filho Nikolas; à direita, foto de infância do jovem jogador de baseball. (Foto: Instagram)

Missy Redding decidiu recorrer à medicina para realizar um desejo que seu filho, Nikolas Evans, havia expressado ainda na adolescência: tornar-se pai. Estudante de cinema em Austin, Texas, Evans foi golpeado ao tentar intervir em uma briga em março de 2009 e sofreu traumatismo craniano grave, vindo a falecer dias depois.
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Para tentar manter vivo o sonho de Nikolas, Missy Redding contratou o advogado Mark Mueller e obteve decisão judicial para realizar a recuperação de esperma pós-morte (PSR), procedimento sem regulamentação federal nos EUA e que exige autorização expressa de juiz de direito. Na época, o agressor, Eric Skeeter, acabou condenado por homicídio culposo com pena de supervisão comunitária, mas a família de Evans buscava justiça completa para o jovem de 21 anos.
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Em seguida, Redding enfrentou a busca por doadoras de óvulos compatíveis na Europa, pois os custos e a exposição midiática nos EUA tornavam o processo inviável. Apesar de tentativas de laboratórios em diversos países, a fertilização não chegou a gerar embrião. Ainda assim, ela seguiu adiante, acreditando que Nikolas enxergaria ali uma forma de manter seu legado.

A mãe do jovem também permitiu a doação de órgãos de Nikolas, beneficiando receptores em estado crítico, inclusive de coração, e usou o reconhecimento público de seu gesto para custear parte da busca pela fecundação pós-morte. A solidariedade de quem recebeu o transplante ajudou a viabilizar o sonho da família de ter um filho com o DNA de Evans.

Durante todo o processo, Missy contou com o apoio incondicional do outro filho, Ryan, e lembra com carinho da namorada de Nikolas, Vicky, que jamais desistiu de acompanhar cada etapa. Mesmo passando pelo linchamento moral de haters e críticas de autoridades religiosas, ela afirma que nunca se arrependeu de honrar a memória do filho.

Hoje, aos 59 anos, Missy Redding canaliza suas forças na defesa de leis mais rígidas contra homicídios por um único golpe — a chamada “one-punch homicide” — para evitar futuros casos como o de Nikolas Evans. Embora reconheça que nada pode apagar o vazio deixado em seu coração, ela mantém viva a esperança de transformar sua dor em mudanças concretas.

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