
Veículo militar transporta moradores por estrada alagada em Moçambique após cheia do rio Limpopo. (Foto: Instagram)
Segundo a Reuters e a Associated Press, autoridades de Moçambique anunciaram que, dentre as 13 mortes registradas no país, três pessoas foram atacadas por crocodilos que se abrigavam nas águas de enchente; o secretário da província de Maputo, Henriques Bongece, relatou que um homem foi “engolido” por um destes répteis na cidade de Moamba. A chefe do U.N. Office for the Coordination of Humanitarian Affairs in Mozambique, Paola Emerson, alertou que animais “estão no rio Limpopo” e podem invadir áreas inundadas. O International Federation of Red Cross and Red Crescent Societies (IFRC) informou que mais de 72 mil casas foram destruídas, e a gerente de operações Rachel Fowler advertiu, em reportagem da Al Jazeera, que “a situação pode piorar” com novas chuvas e barragens em plena capacidade. Na África do Sul, o conselheiro Andile Mngwevu, do município de Ekurhuleni, segue desaparecido após seu carro ser arrastado por enxurradas, conforme dados da BBC.
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Dois ataques registrados no início de janeiro deixaram duas vítimas fatais e três feridos em Moçambique, segundo relatos locais e a Reuters. Em boletim de 16 de janeiro, o governo informou que mais de cem pessoas morreram na região sul da África — abrangendo Moçambique, África do Sul e Zimbabwe — após semanas de chuvas intensas. Na província de Gaza, as enchentes fecharam estradas e isolaram comunidades, deixando moradores expostos ao perigo dos crocodilos em águas turvas.
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Em comunicado, Paola Emerson ressaltou que a presença de crocodilos “é motivo de grande preocupação” em razão de populações inteiras terem seus bairros invadidos pelas águas do rio Limpopo. Henriques Bongece, por sua vez, emitiu alerta à população para “não se aproximar de águas paradas”, já que os répteis “estão à deriva e podem atacar sem aviso”. Além dos ataques, foram registrados deslizamentos e alagamentos que complicam o acesso de equipes de resgate.
Mais de 700 mil pessoas foram afetadas pelas enchentes, metade delas crianças, de acordo com a Associated Press. Segundo o International Federation of Red Cross and Red Crescent Societies (IFRC), pelo menos 72 mil residências ficaram destruídas. Rachel Fowler, gerente de operações do IFRC, advertiu que “o cenário pode se agravar” caso as chuvas continuem, pois “as barragens já atingiram sua capacidade máxima”, conforme matéria veiculada pela Al Jazeera.
Autoridades dizem que as tempestades atuais representam a pior inundação na região desde 2000, quando cerca de 700 pessoas perderam a vida em Moçambique, segundo a Reuters. Em paralelo, a BBC reporta o desaparecimento de Andile Mngwevu, confrontando o drama de famílias que perderam membros a cada enchente. As equipes de busca contabilizam apenas um sobrevivente entre cinco ocupantes de um veículo submerso em Gaza.
O custo estimado para reparar os estragos provocados pelas inundações deve girar em torno de R$150 milhões, segundo projeções da Al Jazeera, valor que deverá ser revisto à medida que o nível de destruição for mapeado pelas agências humanitárias.

