
Trem FEVE bate em braço de guindaste nos arredores de Cartagena e deixa feridos leves. (Foto: Instagram)
Um trem de passageiros colidiu com o braço de um guindaste sobre os trilhos nos arredores de Cartagena, na região de Múrcia, deixando ao menos seis pessoas com ferimentos leves. Este episódio marca o quarto incidente ferroviário registrado na Espanha em menos de uma semana, pouco depois do grave descarrilamento e colisão entre dois trens de alta velocidade em Adamuz, que provocou 45 mortes.
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O choque aconteceu na quinta-feira, 22 de janeiro, quando o trem de via estreita passava próximo ao porto de Cartagena. As agências Reuters, Sky News e o veículo espanhol 20 Minutos relataram que o equipamento de construção, utilizado em obras ao lado da linha férrea, tinha o braço estendido sobre o traçado. Embora o modelo FEVE opere em bitolas mais estreitas do que as linhas convencionais, sua circulação segue cronogramas rigorosos de segurança.
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Óscar Puente, ministro dos Transportes da Espanha, publicou em suas redes sociais que o braço da máquina avançou sobre a ferrovia e atingiu as janelas do trem. O sistema FEVE — Ferrocarriles de Vía Estrecha — é gerido pela operadora estatal Renfe e abrange linhas regionais de bitola reduzida, comuns em áreas montanhosas ou portuárias.
Serviços de emergências e Fernando López Miras, presidente da Comunidade de Múrcia, confirmaram o balanço de feridos leves e enfatizaram que não houve descarrilamento. “Tratou-se de uma pequena colisão entre a lança de um guindaste e o trem FEVE em Cartagena. O mais importante é que não houve descarrilamento e os seis feridos leves já receberam atendimento, aos quais desejo rápida recuperação”, afirmou Miras em publicação traduzida.
A ocorrência de Cartagena sucede uma sequência trágica iniciada em 18 de janeiro, quando o trem de alta velocidade Iryo, que partiu de Málaga com destino a Madri, descarrilou ao se aproximar da estação de Adamuz, conforme relatório preliminar do ministério. Dois dos vagões do trem Iryo invadiram a via oposta, atingindo o trem Renfe Alvia que seguia sentido contrário. O impacto fez com que os dois primeiros carros do Alvia despencassem por um talude de cerca de quatro metros.
Naquela ocasião, o Iryo transportava 289 passageiros e o Alvia, 184, segundo a Associated Press. Até a sexta-feira, 23 de janeiro, o ministério apurou 45 mortes, 29 feridos graves e 123 feridos leves decorrentes da colisão em Adamuz.
Dois dias depois, um trem da rede Rodalies de Catalunya colidiu com blocos de um muro de contenção que se desprenderam sobre o trilho perto da estação de Gelida, a cerca de 32 km a noroeste de Barcelona. Fernando Huerta, de 27 anos e em treinamento como maquinista, natural de Sevilha, morreu, conforme apurou The Guardian. Outras 37 pessoas ficaram feridas, cinco delas em estado grave, de acordo com os Serviços de Emergência Médica da Catalunha.
No mesmo dia, a Adif — administradora ferroviária responsável pela infraestrutura — informou que outro trem regional em Barcelona descarrilou após a queda de uma pedra na via. Não houve vítimas. Após essas ocorrências, o ministério dos Transportes anunciou a abertura de investigações em cada caso, reforçando a necessidade de rever procedimentos de manutenção em áreas suscetíveis a deslizamentos e avalanches de materiais junto aos trilhos.

