
Família Livingston em competição de patinação, instantes antes da partida trágica (Foto: Instagram)
Quando o voo American Airlines Flight 5342 caiu no rio Potomac em 29 de janeiro de 2025, 67 pessoas perderam a vida de forma trágica — entre elas Peter Livingston, sua esposa Donna e as filhas Everly, de 14 anos, e Alydia, de 11 anos. Para a família Livingston, o desastre não foi apenas a perda de quatro entes queridos, mas de um núcleo inteiro. “Eles eram tão vibrantes que, quando entravam em um ambiente, pareciam iluminar tudo ao redor”, lembra a prima Amy Hunter. “Perdemos uma ramificação inteira da nossa árvore genealógica.”
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Peter Livingston e Donna eram referências na comunidade de Ashburn, no norte da Virgínia. Ele atuava como corretor de imóveis, ganhando reputação pela seriedade e bom humor, enquanto ela era executiva na Comcast, reconhecida pelo talento e pela generosidade em conectar pessoas. “Donna tinha uma energia contagiante e um jeito único de unir quem precisasse de ajuda”, diz Amy Hunter. Rachel Feres, outra prima, recorda que o casal equilibrava carreira e dedicação total às meninas, Everly e Alydia, incentivando cada conquista das filhas.
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As duas meninas faziam parte do Washington Figure Skating Club e atuavam em competições regionais e nacionais. Everly era mais reservada, mas sempre surpreendia com o senso de humor, enquanto Alydia – apelidada carinhosamente de Lydie – era extrovertida e adorava fazer piadas. Ambas exibiam rotinas no Instagram como @ice_skating_sisters e, há poucos dias da tragédia, tinham participado do U.S. Figure Skating National Development Camp em Wichita, Kansas.
Os parentes lembram com carinho dos planos da família: o retorno de uma “boa semana” de treinos, quando embarcaram juntos no Flight 5342 rumo a Dulles, em Washington. Para Peter, a paixão pelo gelo ia além das pistas oficiais: ele montava anualmente um rinque no quintal, apelidado de Livingston Ice Plex, para as filhas praticarem os saltos e piruetas. “Ele vivia para as garotas”, afirma Hunter.
Aos poucos, os envolvidos na tragédia uniram-se em um grupo de apoio online, já com mais de 100 familiares e amigos de vítimas do acidente. O coletivo, coordenado por Amy Hunter e Rachel Feres, tem pressionado autoridades a investigar falhas no controle de rota e implementar melhorias nos procedimentos de tráfego aéreo. Em dezembro de 2025, o Senado dos EUA aprovou por unanimidade o ROTOR Act (Rotorcraft Operations Transparency and Oversight Reform Act), inspirado em parte pelas demandas desse grupo e pelo relatório preliminar do NTSB.
No memorial realizado em 28 de janeiro deste ano, familiares e representantes do NTSB prestaram homenagem às 67 vítimas e agradeceram aos socorristas que trabalharam noite adentro. “Nada traz de volta quem partiu, mas o amor que sentimos nos impulsiona a proteger outros”, declarou Rachel Feres. Para a prima, a defesa por mudanças reais na aviação é a melhor maneira de manter viva a memória de Peter Livingston, Donna, Everly e Alydia.

