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Ellie Curran tinha períodos intensos e, após cirurgia aos 19, descobriu condição extremamente rara: dois úteros (Exclusivo)

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Irlandesa de 21 anos descobre útero bicorpóreo completo após cirurgia (Foto: Instagram)

A irlandesa Ellie Curran, de 21 anos, convivia com cólicas intensas e fluxos menstruais muito fortes desde que teve a primeira menstruação aos 12 anos. Na adolescência, chegou a sofrer episódios de dor no baixo ventre tão agudos que acreditava ser problema de apêndice. Segundo reportagem da SWNS, durante a cirurgia para remoção do órgão inflamado, os médicos identificaram que Ellie, na verdade, tinha não um, mas dois úteros. Dados da Cleveland Clinic indicam que esse tipo de anomalia, chamada útero bicorpóreo completo, ocorre em apenas 0,4% das mulheres em todo o mundo.

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A condição chamada útero bicorpóreo completo caracteriza-se pela presença de duas cavidades uterinas bem definidas, separadas por uma parede de tecido. Isso significa que há uma duplicação funcional do órgão, cada uma com seu próprio revestimento interno. O diagnóstico de Ellie só foi confirmado após exames de imagem detalhados, incluindo ultrassonografia pélvica avançada e, em alguns casos, ressonância magnética. A Cleveland Clinic reforça que mulheres com esse tipo de formação congênita podem nem desconfiar do fenômeno sem investigação médica específica.

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Além dos dois úteros, Ellie Curran descobriu que possui dois colo do útero (duas cervixes) e, conforme exames subsequentes, pode apresentar um rim extra. Durante a investigação, também foi diagnosticada com endometrite – inflamação do tecido uterino – que pode agravar ainda mais as dores menstruais. A união dessas condições torna seu quadro clínico complexo, pois cada útero reage de forma independente ao ciclo hormonal e pode acumular mais tecido endometrial.

Atualmente, Ellie aguarda uma nova bateria de exames complementares e está inscrita em uma lista de espera para cirurgia corretiva, prevista para maio. Os procedimentos visam avaliar a necessidade de remover septos de tecido que separam as cavidades ou tratar eventuais lesões de endometrite. Até lá, ela manteve o uso de medicamentos hormonais e analgésicos para amenizar o desconforto, mas relata que as opções de tratamento oferecidas até o momento ainda são limitadas.

Para quem deseja engravidar, a situação apresenta desafios adicionais. Ellie explica que, segundo os especialistas, a probabilidade de concepção é maior no lado esquerdo, pois esse útero é ligeiramente maior e com melhor circulação sanguínea. Mesmo assim, ela ressalta que a gestação em úteros bicorpóreos exige acompanhamento de alta complexidade, com monitoramento mais frequente do feto e avaliação do espaço disponível para o bebê crescer.

Ao decidir compartilhar sua história, Ellie Curran espera dar visibilidade a uma condição rara e ainda pouco conhecida. Ela declara que muitas mulheres sofrem em silêncio, sem entender as causas de sintomas aparentemente comuns. Seu conselho final é direto: “Mulheres, vocês conhecem o próprio corpo melhor do que qualquer pessoa. Se algo parecer errado, não desistam até obter respostas.”

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