
Paige Seifert sorri no leito hospitalar rodeada de flores após intensivo tratamento contra câncer colorretal. (Foto: Instagram)
Paige Seifert percebeu que algo não ia bem ao encontrar sangue nas fezes durante uma viagem com amigos em agosto de 2024. Na época com 24 anos, ela esperou uma semana para ver se o problema passava sozinho, mas não teve melhora e agendou consulta com um clínico geral. Ele perguntou sobre histórico familiar de doenças gastrointestinais, como doença inflamatória ou câncer, e, ao saber que a família não tinha esse registro, concluiu tratar-se de hemorróidas e receitou um amaciante de fezes.
++ Aprenda a lucrar com IA criando negócios e renda passiva
Após um exame físico de rotina um mês depois, sem alívio dos sintomas, Paige recebeu indicação para um especialista em gastroenterologia. Em dezembro de 2024, ela compareceu ao consultório e, com o retorno ainda de sangue nas fezes, o médico marcou uma colonoscopia para janeiro de 2025, procedimento endoscópico que inspeciona todo o cólon e pode identificar lesões suspeitas antes de qualquer intervenção cirúrgica.
++ Uma criança mentiu sob pressão, e um homem perdeu 39 anos da vida por um crime que não cometeu
Ao despertar da colonoscopia, Paige recebeu a notícia de que o médico havia encontrado uma lesão com aparência de câncer sem nem precisar de biópsia imediata. Uma semana depois, foi confirmado o diagnóstico de câncer colorretal em estágio 3. O plano de tratamento incluiu 12 ciclos de quimioterapia — uso de medicamentos citotóxicos para eliminar células tumorais — e uma ressecção de parte do cólon, também chamada de colectomia, que retira o segmento afetado.
Para iniciar a quimioterapia, foi implantado um cateter de acesso venoso central (porta) no peito de Paige em 12 de fevereiro de 2025, e sua primeira sessão ocorreu cinco dias depois. Após oito quimioinfusões, houve pausa de um mês para a cirurgia, realizada em julho de 2025, quando também recebeu temporariamente uma ileostomia — desvio do trânsito intestinal por estoma, técnica que protege a área operada. Aproximadamente um mês depois, o estoma foi revertido e ela completou mais quatro rodadas de tratamento.
Durante o processo, Paige manteve rotina de atividades físicas, esquiando cerca de 15 km a cada fim de semana, e recebeu apoio constante da mãe, dos amigos e do pai, que acompanharam consultas e sessões. Quase simultaneamente, sua mãe foi diagnosticada com câncer de mama, o que fortaleceu ainda mais o vínculo entre as duas. Para distrair a mente, Paige chegou a produzir um curta-metragem contando sua trajetória.
No dia 17 de novembro de 2025, ela concluiu a última sessão de quimioterapia, mas, uma semana depois, um exame de tomografia revelou um coágulo de cerca de 5 cm perto do coração e embolia pulmonar — obstrução de artéria nos pulmões — descobertos de forma incidental. Sem sintomas claros, teve de ser internada e submetida a cirurgia de emergência durante o feriado de Ação de Graças.
Hoje, Paige Seifert conta que se sente bem, embora lide com neuropatia periférica — dano nervoso que causa formigamento e perda de sensibilidade nos pés e dedos. Aos 25 anos, encara a vida com nova urgência, valorizando cada dia e projetando viagens e projetos pessoais. Apesar dos desafios, ela reforça a importância de buscar atenção médica ao perceber sinais fora do comum e do apoio de uma rede de familiares e amigos.

