
Rio Hudson congelado em frente ao skyline de Nova York após a nevasca Fern (Foto: Instagram)
O prefeito Zohran Mamdani informou na segunda-feira, 2 de fevereiro, que o total de óbitos em Nova York atribuídos à tempestade de inverno Fern e às temperaturas abaixo de zero subiu para 16 pessoas. A forte nevasca, combinada com ventos cortantes e sensação térmica extrema, provocou transtornos em toda a região metropolitana, interrompendo o transporte público e levando autoridades a decretar alerta máximo de frio.
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Do total de 16 vítimas, 13 morreram em decorrência de hipotermia, quadro que ocorre quando o organismo perde calor mais rápido do que consegue produzir, levando à falência de órgãos. Outros três óbitos, segundo Mamdani, parecem estar relacionados a overdoses durante o período de frio intenso, conforme relatório preliminar do governo municipal.
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Nenhuma das vítimas encontrava-se em acampamentos informais de moradores de rua, destacou o prefeito, que aguarda o laudo final do Office of the Chief Medical Examiner (OCME). Esse órgão é responsável por investigar causas de morte não naturais e emitir as certidões oficiais, processo fundamental para estatísticas e ações de saúde pública.
Em pronunciamento à imprensa, Mamdani ressaltou: “Cada uma dessas vidas perdidas é uma tragédia. Meu coração está com as famílias que sofrem com a partida de seus entes queridos”. A declaração foi feita durante coletiva na sede da prefeitura, onde o prefeito respondeu a perguntas de veículos como Gothamist e reforçou o compromisso do governo local em apoiar parentes das vítimas.
O OCME já havia informado que seis pessoas foram encontradas mortas na madrugada de 23 de janeiro, e uma no dia seguinte. Na manhã de 26 de janeiro, um corpo de mulher de 90 anos foi achado em uma rua do Brooklyn. Esse padrão de mortes ao ar livre ressaltou a gravidade da situação, levando a cidade a monitorar ocorrências quase em tempo real.
Desde 19 de janeiro, Nova York vive sob o status de “Code Blue”, alerta que mobiliza equipes de assistência social e de saúde para proteger moradores de rua e cidadãos em situação de vulnerabilidade. Segundo Mamdani, já são 11 dias consecutivos com termômetros marcando abaixo de 0 °C, cenário possivelmente inédito na história local, o que aumenta o risco de casos fatais.
A gestão municipal registrou mais de 930 encaminhamentos de pessoas a abrigos ou “safe havens” — espaços que funcionam como refúgio temporário em noites congelantes. Além disso, 18 cidadãos foram levados compulsoriamente para tratamento ou avaliação, por oferecerem perigo a si mesmos ou a terceiros, informou a afiliada WCBS.
Como parte das medidas emergenciais, a cidade está abrindo 50 unidades de dormitório individual e instalando 20 módulos móveis de aquecimento em pontos estratégicos dos cinco distritos. “Todos serão acolhidos. Ninguém ficará sem ajuda”, assegurou Mamdani, destacando o esforço para minimizar novos incidentes até a elevação das temperaturas.

