A artista forense norte-americana Lois Gibson foi reconhecida pelo Guinness World Records como a profissional com o maior número de retratos falados que contribuíram para a identificação de criminosos, após colaborar com a elucidação de 1.313 casos, em parceria com a polícia de Houston, no Texas.
Desde 1982, Gibson atua junto ao Houston Police Department, produzindo esboços com base nos relatos de vítimas e testemunhas. O trabalho envolve atendimento direto a pessoas em estado emocional intenso, muitas vezes com dificuldades para recordar detalhes da aparência dos agressores.
Antes de iniciar a carreira na área forense, ela dançava e trabalhava como modelo em Los Angeles. Aos 21 anos, foi vítima de um ataque cometido por um abusador e assassino em série, episódio que marcou sua trajetória pessoal e profissional.
“Ele me atacou e me torturou quase até a morte. Durante todo o tempo em que ele me atacou, ele me sufocou e, finalmente, sobrevivi, por pouco”, relatou Gibson ao Guinness.
Após o episódio, ela deixou Los Angeles e se mudou para Houston, onde buscou trabalho e passou a atuar como artista forense. No início da carreira, participou de investigações envolvendo homicídios e teve seu primeiro retrato divulgado pela imprensa.
“E eu tinha planejado nunca mais fazer isso novamente, porque fazer aquele esboço foi tão horrível emocionalmente, mas assim que percebi que peguei o cara, eu sabia que estava viciada“, afirmou em entrevista ao Guinness.
A artista destacou o impacto do reconhecimento internacional em sua carreira: “O recorde mundial me ajudou a ganhar legitimidade para minha arte, porque acho que muitas pessoas não acham que os esboços possam ser eficazes e eles são muito eficazes, e isso me ajudou a provar isso”.
Ao programa italiano Lo Show dei Record, Gibson também comentou que não acredita que tecnologias como a inteligência artificial consigam substituir, no futuro, o trabalho humano na criação de retratos falados.
Sobre sua motivação, ela afirmou: “Sou completamente viciada e nunca quero parar de ajudar a capturar criminosos com minha arte”.

