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Mulher Pera afirma que foi impedida de desfilar no Anhembi após discussão na concentração minutos antes da escola entrar na Avenida

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Mulher Pera afirmou que não conseguiu desfilar no Sambódromo do Anhembi depois de se envolver em uma discussão na área de concentração poucos minutos antes da escola de samba entrar na Avenida. Segundo a passista, a confusão ocorreu enquanto ela se preparava para compor a ala que abriria o desfile, e teria resultado em sua exclusão de última hora.

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Na versão apresentada por Mulher Pera, agentes de apoio e dirigentes teriam sido acionados para obrigada-la a se retirar da concentração, sob a alegação de que o incidente poderia comprometer a ordem do desfile. A passista relata que tentou explicar o mal-entendido, mas não teve a oportunidade de voltar à pista principal.

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O Sambódromo do Anhembi, em São Paulo, é palco de apresentações de diversas escolas de samba durante o Carnaval, recebendo milhares de espectadores a cada noite de desfiles. A concentração, área reservada para ajustes finais de figurino e ensaio, costuma ser rigorosamente controlada por equipes de segurança e pela direção das agremiações.

Mulher Pera ressaltou que, antes do incidente, todo o cronograma havia transcorrido normalmente, com passagens de som, checagem de fantasias e organização das alas. Ela afirmou ainda que a discussão não envolveu agressão física, mas um desentendimento sobre a posição de um componente que teria alterado o ritmo de entrada, o que motivou a intervenção dos oficiais do desfile.

Especialistas em eventos carnavalescos explicam que a coordenação nos bastidores é essencial para garantir fluidez às apresentações, pois qualquer atraso ou falha de alinhamento pode gerar penalizações na apuração de notas. A exclusão de integrantes em momentos prévios à saída na Avenida costuma ser medida extrema, aplicada somente em casos considerados de risco à estrutura do desfile.

Até o momento, a escola de samba envolvida não informou oficialmente as razões formais para a decisão. A polêmica reacende discussões sobre os protocolos de concentração no Anhembi e a necessidade de maior transparência nos critérios de avaliação e na aplicação das regras. Enquanto isso, a situação de Mulher Pera segue sem definição, e a passista avalia possíveis ações para esclarecer os fatos.

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