O Exército dos Estados Unidos está preparado para realizar um possível ataque ao Irã já neste fim de semana, segundo fontes familiarizadas com o assunto ouvidas pela CNN, enquanto o presidente Donald Trump ainda avalia se autoriza a ação militar diante do aumento de recursos aéreos e navais na região e de negociações diplomáticas em andamento.
De acordo com as fontes, a Casa Branca foi informada de que as forças militares poderiam estar prontas para uma operação até o fim de semana após movimentações recentes de equipamentos e pessoal militar no Oriente Médio. Apesar da prontidão, a decisão final depende de Trump, que tem discutido internamente diferentes cenários com assessores e aliados.
“Ele está dedicando muito tempo pensando nisso”, disse uma fonte.
Enquanto o cenário militar avança, representantes do Irã e dos Estados Unidos mantiveram conversas indiretas em Genebra na terça-feira, que duraram cerca de três horas e meia e terminaram sem um acordo definitivo. O principal negociador iraniano afirmou que as partes concordaram com um “conjunto de princípios orientadores”, enquanto um funcionário americano declarou que “ainda há muitos detalhes a serem discutidos”.
A secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, afirmou que se espera que o Irã apresente mais detalhes sobre sua posição de negociação “nas próximas semanas”, mas evitou indicar se Trump aguardará esse período antes de tomar qualquer decisão. “Não vou estabelecer prazos em nome do presidente dos Estados Unidos”, disse Leavitt, acrescentando que “a diplomacia seja sempre sua primeira opção”, mas que a ação militar permanece como possibilidade.
Ainda segundo as informações, Trump tem baseado sua análise principalmente nas recomendações da equipe de segurança nacional. Leavitt destacou que “há muitas razões e argumentos que podem ser feitos a favor de um ataque ao Irã”.
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No campo militar, o porta-aviões USS Gerald Ford pode chegar à região ainda neste fim de semana. Além disso, aeronaves da Força Aérea dos EUA estacionadas no Reino Unido, incluindo aviões-tanque e caças, estariam sendo reposicionadas mais próximas do Oriente Médio.

