
Líderes internacionais assinam a “Declaração de Nova Délhi” em prol da IA inclusiva (Foto: Instagram)
A Declaração de Nova Délhi foi assinada por 86 países, incluindo o Brasil, e reforça o movimento “IA para Todos”, baseado em equidade social. O documento reúne compromissos destinados a estimular o desenvolvimento de soluções de inteligência artificial com foco na inclusão e na redução de desigualdades. A adesão em massa demonstra o esforço conjunto de lideranças internacionais para garantir que o avanço tecnológico ocorra de forma responsável e beneficie diversos segmentos da sociedade.
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O texto oficial destaca que a promoção da “IA para Todos” deve passar pela colaboração entre governos, setor privado e instituições de ensino. Durante o evento em Nova Délhi, representantes de 86 nações concordaram em compartilhar boas práticas, políticas regulatórias e pesquisas abertas. Entre os objetivos está a adoção de modelos que priorizem usos sociais, a prevenção de vieses automatizados e a ampliação do acesso a ferramentas inteligentes em diferentes regiões do mundo.
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O conceito de “IA para Todos” defende que a inteligência artificial seja desenvolvida e aplicada com base em princípios de justiça, transparência e equidade social. A Declaração de Nova Délhi ressalta a importância de eliminar barreiras de acesso a tecnologias emergentes, especialmente em áreas carentes de infraestrutura digital. Também enfatiza o monitoramento contínuo de algoritmos para evitar discriminações e garantir que comunidades vulneráveis possam se beneficiar de avanços em saúde, educação e serviços públicos.
Para o Brasil, a assinatura da Declaração de Nova Délhi representa um passo significativo na consolidação de sua atuação em fóruns globais de tecnologia. O país assume o compromisso de investir em programas de capacitação profissional voltados à inteligência artificial e de apoiar iniciativas que promovam a inclusão digital. Ao integrar a plataforma internacional de troca de conhecimento, o Brasil busca fortalecer sua base científica e técnica, alinhando-se às melhores práticas para fomentar inovações com impacto social positivo.
Entre as principais diretrizes acordadas, a Declaração de Nova Délhi aponta para a necessidade de ampliar parcerias público-privadas, incentivar a pesquisa colaborativa e estabelecer marcos regulatórios que equilibrem inovação e proteção de dados. O documento também propõe a criação de mecanismos de avaliação de impacto social, de modo a mensurar resultados e aprimorar continuamente as políticas de IA. Essas ações visam criar um ecossistema sustentável, capaz de promover o desenvolvimento tecnológico sem deixar grupos desfavorecidos à margem.
Historicamente, iniciativas voltadas à ética em IA surgiram como resposta a preocupações com automação e privacidade. A Declaração de Nova Délhi se soma a outros acordos globais que buscam orientar o uso responsável da tecnologia e reforçar a cooperação entre nações. A mobilização de 86 países, incluindo o Brasil, evidencia a urgência de construir estruturas que garantam benefícios amplos e equitativos no contexto de rápida evolução da inteligência artificial.

