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Governo brasileiro avança na abertura do mercado sul-coreano para carnes bovina e suína em visita a Seul

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Brasil e Coreia do Sul avançam em negociações para exportação de carnes em Seul (Foto: Instagram)

Durante visita a Seul, o governo brasileiro conseguiu avançar no processo de abertura do mercado sul-coreano para carnes bovina e suína, negociando critérios fitossanitários e comerciais que visam ampliar o acesso de produtos de origem animal ao país asiático. O diálogo entre as autoridades envolveu a análise de protocolos de biossegurança, a revisão de normas de inspeção e a discussão sobre equivalência de sistemas de controle de qualidade. Esse progresso técnico e diplomático reflete o interesse mútuo em fortalecer laços econômicos e impulsionar o comércio bilateral.

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A agenda de negociações reuniu representantes de equipes brasileiras e sul-coreanas responsáveis por avaliar frigoríficos, planos de amostragem laboratorial e requisitos de rastreabilidade. Em pauta, estiveram também a definição de cotas de importação, o cronograma de visitas de auditoria e a validação de certificados sanitários. Esses pontos são essenciais para que o mercado sul-coreano reconheça oficialmente os estabelecimentos de abate e processamento de carne bovina e suína do Brasil.

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O Brasil tem se consolidado como um dos maiores exportadores mundiais de carne bovina e suína, destino importante para países da Ásia, incluindo o mercado sul-coreano. Nos últimos anos, a demanda por esses produtos tem crescido em função da expansão da classe média, mudanças nos hábitos de consumo e do interesse por proteínas de alta qualidade. A diversificação de destinos e o estabelecimento de novos acordos comerciais contribuem para a estabilidade do setor primário brasileiro.

O processo de abertura do mercado sul-coreano envolve o cumprimento de normas internacionais definidas pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e pelos códigos de saúde animal reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal (WOAH). As exigências incluem comprovação de ausência de doenças como febre aftosa e suína, inspeções per capita em estabelecimentos frigoríficos e garantia de segregação de lotes. A homologação desses procedimentos é passo fundamental para garantir a segurança do consumidor final.

Espera-se que a eventual liberação de exportações em maior escala traga ganhos expressivos para produtores, cooperativas e indústrias de processamento de carnes no Brasil. A redução de barreiras tarifárias e não tarifárias, juntamente com o aumento de cotas de importação, pode resultar em volumes maiores de embarques e em preços mais competitivos para a carne bovina e suína brasileiras no mercado sul-coreano.

Ao longo das últimas décadas, Brasil e Coreia do Sul têm mantido uma relação comercial sólida, marcada por trocas de investimentos e cooperações tecnológicas em diversos setores. O avanço nas negociações em Seul reforça essa trajetória, oferecendo perspectivas de longo prazo para a agroindústria nacional e contribuindo para o equilíbrio da balança comercial entre os dois países.

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