
Bandeira do Chile hasteada na cerimônia de anúncio do cabo submarino de fibra óptica com a China (Foto: Instagram)
O país e China oficializaram um acordo para implantar um cabo de fibra ótica submarino que conectará diretamente as duas nações através do fundo do mar. A iniciativa tem como objetivo reforçar a infraestrutura de telecomunicações e apoiar a crescente demanda por dados entre ambas as economias. Com o novo enlace, espera-se ampliar significativamente a capacidade de tráfego de informações, reduzir a latência nas conexões internacionais e criar uma rota de comunicação mais estável e eficiente.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
A motivação para essa parceria surgiu justamente da necessidade de diversificar rotas de comunicação e diminuir a dependência de cabos existentes em outras regiões do planeta. Segundo fontes oficializadas, o acordo do país com a China viabiliza os investimentos necessários para a obra e sinaliza interesse mútuo em fortalecer laços econômicos e tecnológicos. Além de aumentar a velocidade de transferência de dados, o novo cabo deverá contribuir para a expansão de serviços digitais, como nuvem e streaming, entre as duas nações.
++ Homem viveu mais de 40 anos isolado na selva sem saber da existência das mulheres
Cabos de fibra ótica submarinos utilizam feixes de luz para transmitir grandes volumes de dados com alta velocidade. Cada fio é composto por núcleos de vidro puro, revestidos por materiais protetores contra a pressão marítima e a corrosão. Em geral, essas ligações podem suportar dezenas de terabits por segundo, possibilitando a comunicação instantânea entre continentes. A instalação envolve navios especializados que depositam os cabos no leito marinho, seguindo rotas pré-estabelecidas para evitar áreas de instabilidade geológica.
Desde o primeiro cabo telegráfico submarino do século XIX, essa tecnologia passou por várias evoluções. A transição do cobre para a fibra ótica, iniciada na década de 1980, revolucionou a capacidade de tráfego global. Atualmente, existe uma densa malha de conexões sob o mar, ligando continentes como América e Europa, Ásia e Oceania. Projetos recentes também vêm explorando rotas alternativas para diversificar as rotas e aumentar a resiliência das redes mundiais de comunicação.
A criação do enlace entre o país e China reforça a posição estratégica de ambas as geografias no cenário digital global. Para o país, o cabo representa uma janela de oportunidades para empresas de tecnologia, centros de pesquisa e startups que dependem de links velozes e confiáveis. Para a China, o projeto amplia sua rede de influência em infraestrutura digital, promovendo acordos bilaterais que podem abarcar outros setores, como comércio eletrônico e serviços financeiros.
Espera-se que a instalação completa do cabo de fibra ótica seja concluída em até quatro anos, considerando as etapas de mapeamento, transporte e instalação submarina. Entre os desafios técnicos estão o monitoramento contínuo de eventuais danos provocados por intempéries, atividades pesqueiras ou terremotos submarinos. Após a conclusão, equipes especializadas deverão realizar manutenções periódicas, garantindo a estabilidade do serviço ao longo das décadas seguintes. Com isso, o país e China poderão contar com uma rota de comunicação robusta e moderna.


