
Donald Trump durante discurso do Estado da União alerta para avanços do programa de mísseis do Irã. (Foto: Instagram)
Durante o discurso do Estado da União, Trump afirmou que o Irã quer construir mísseis capazes de atingir o território dos EUA, apontando a potencial ameaça à segurança nacional americana. Na avaliação do presidente, esse avanço balístico representa um desafio direto ao equilíbrio estratégico na região do Oriente Médio e eleve o grau de alerta das autoridades de defesa em Washington. Trump destacou ainda que as iniciativas iranianas reforçam a necessidade de manter vigília constante sobre programas de armamento no país persa.
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O pronunciamento de Donald Trump, que aconteceu durante a sessão anual no Congresso, enfatizou a trajetória de contestação entre EUA e Irã desde a Revolução Islâmica de 1979. De acordo com o presidente, o histórico de disputas políticas e o desenvolvimento de capacidades militares no Irã elevaram a tensão bilateral. Trump sublinhou que a retórica e as ações do governo iraniano têm se focado em sistemas de mísseis balísticos de médio e longo alcance, capazes de transportar ogivas convencionais ou não convencionais.
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Em um panorama histórico, o programa de mísseis do Irã remonta ao início da década de 1990, quando Teerã adquiriu tecnologia e equipamentos a partir de aliados regionais e fornecedores internacionais. Desde então, o país persa vem aprimorando tecnologias de propulsão sólida e está desenvolvendo ogivas de maior precisão. Especialistas em defesa apontam que o Irã já possui mísseis de alcance curto (até 1.000 km) e médio (1.000 a 3.000 km), mas, conforme a declaração de Trump, estaria buscando estender seu alcance para ultrapassar a marca de 5.500 km, classificado como míssil intercontinental.
Para compreender o risco apontado por Trump, é importante explicar a classificação dos sistemas balísticos. Mísseis de curto alcance podem cobrir distâncias de até 1.000 km, potencialmente atingindo países vizinhos como Israel, Kuwait e Emirados Árabes Unidos. Já os modelos de médio alcance alcançam regiões mais distantes da Península Arábica. O salto para um sistema de longo alcance ou intercontinental exige avanços técnicos em propulsão, controle de voo e reentrada reentrada atmosférica. Trump argumenta que, caso o Irã obtenha essa capacidade, o continente norte-americano estaria vulnerável a ataques diretos, o que justificaria medidas de contenção mais rígidas.
Nesse contexto, os Estados Unidos mantêm um amplo escudo antimísseis que envolve radares avançados, interceptadores em navios e bases terrestres equipadas com sistemas como o Patriot e o THAAD. A declaração de Trump reforça o compromisso dos EUA em aperfeiçoar esse dispositivo de defesa, ao mesmo tempo em que buscam pressão diplomática e sanções econômicas para conter o programa iraniano. Embora o presidente tenha vinculado essa postura ao discurso do Estado da União, analistas apontam que o resultado concreto dependerá de negociações multilaterais, do cumprimento de acordos internacionais e da dinâmica de alianças no Conselho de Segurança da ONU.


