Em abril de 2008, a polícia austríaca descobriu que Josef Fritzl, então com 73 anos, manteve a própria filha, Elisabeth Fritzl, em cárcere privado por 24 anos no porão de sua residência. O crime, motivado por um histórico de abusos e controle obsessivo, ocorreu em um bunker subterrâneo construído sob a casa da família. Durante o período, a jovem foi vítima de estupros e deu à luz sete filhos do próprio pai. O caso veio à tona após uma das crianças adoecer gravemente e precisar de atendimento hospitalar, levando os médicos a suspeitarem da farsa montada pelo criminoso.
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Em 1984, Fritzl atraiu a filha para o subsolo, a dopou e a algemou. Para explicar o desaparecimento às autoridades e à esposa, ele forçou Elisabeth a escrever uma carta dizendo que havia fugido para se juntar a uma seita. O bunker, escondido atrás de uma estante de livros com porta de aço e código eletrônico, foi ampliado ao longo dos anos para abrigar as crianças que nasciam.
Dos sete filhos nascidos no cativeiro, três foram criados por Josef e sua esposa, Rosemarie. O criminoso simulou que os bebês haviam sido abandonados na porta da casa por Elisabeth. Três permaneceram no porão, nunca viram a luz do dia ou receberam educação até serem libertados em 2008. Um morreu logo após o nascimento e seu corpo foi queimado por Fritzl em uma caldeira.
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Josef Fritzl foi condenado em 2009 à prisão perpétua. Ele foi considerado culpado por homicídio (pela morte do bebê), estupro, incesto, sequestro e escravidão. Elisabeth e seus filhos sobreviventes receberam novas identidades e vivem sob proteção do Estado austríaco em uma localidade não revelada.


