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Paquistão lança ataques aéreos em Cabul e Kandahar após confrontos na fronteira

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Combatentes afegãos inspecionam arma pesada montada em veículo militar após ataques aéreos paquistaneses (Foto: Instagram)

Na quinta-feira, 26 de fevereiro, o governo do Paquistão lançou bombardeios aéreos sobre as cidades de Cabul e Kandahar, poucas horas depois de forças afegãs terem disparado contra destacamentos paquistaneses ao longo da fronteira. Os aviões de combate do Paquistão miraram instalações consideradas estratégicas para grupos insurgentes, buscando responder aos ataques sofridos por tropas posicionadas em pontos de passagem fronteiriços.

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O Exército do Paquistão declarou ter empregado jatos de asa fixa e drones para executar as incursões, sem realizar operações terrestres simultâneas. As autoridades em Islamabad não divulgaram números oficiais de danos ou vítimas, limitando-se a informar que os alvos incluíam centros logísticos e campos de treinamento associados a facções responsáveis pelos disparos contra as tropas na linha divisória.

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As tensões ao longo da fronteira entre Paquistão e Afeganistão, definida em 1893 pela linha Durand, costumam resultar em confrontos esporádicos. Após a retirada das tropas internacionais de Cabul, em 2021, a região assistiu ao aumento da mobilidade de insurgentes que cruzam o limite territorial. Para o governo paquistanês, a proteção das províncias fronteiriças é prioridade diante da possibilidade de grupos armados se refugiarem em áreas do sul do Afeganistão próximas a Kandahar.

A capital Cabul concentra órgãos centrais do poder afegão, ao passo que Kandahar tem fama histórica como reduto de operações insurgentes. Bombardeios nessas regiões costumam provocar alertas de organizações humanitárias, que apontam risco de agravamento das condições de vida da população civil já afetada por anos de conflito, escassez de suprimentos e degradação de serviços básicos.

Especialistas em segurança regional destacam que o uso de drones e jatos de combate pelo Paquistão busca reduzir a exposição de soldados em solo, ao mesmo tempo em que neutraliza ameaças antes que se aproximem da linha de defesa. Contudo, esse tipo de ação pode elevar o atrito diplomático com Cabul e motivar retaliações pontuais em áreas sensíveis da fronteira.

Até o momento, o governo do Afeganistão não emitiu pronunciamento oficial sobre os ataques e não há registro de resposta imediata das forças afegãs. Analistas pontuam que o episódio poderá influenciar futuras discussões sobre cooperação em segurança, especialmente em fóruns regionais que reúnem Paquistão, Afeganistão e atores internacionais empenhados na estabilidade do Sul da Ásia.

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