
Coluna de fumaça sobre edifício em Teerã após ataques coordenados de Israel e EUA. (Foto: Instagram)
Israel e os Estados Unidos lançaram ataques contra o Irã na madrugada deste sábado, pouco depois das 8h pelo horário de Israel. Segundo comunicados oficiais de Jerusalém e Washington, a ofensiva coordenada teria como objetivo atingir alvos estratégicos no território iraniano, ainda que as autoridades não tenham divulgado detalhes precisos sobre a localização ou o tipo de infraestrutura afetada.
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A escolha do horário, logo no começo do dia iraniano, indica que a coalizão liderada pelos Estados Unidos em conjunto com Israel planejou a ação de forma minuciosa, aproveitando a mudança de turno das defesas locais. Fontes diplomáticas observam que sincronizaram as operações para pegar o sistema de vigilância do Irã em um momento de menor alerta, aproveitando a diferença de fuso de cerca de 1h30 entre Tel Aviv e Teerã.
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As relações entre Irã, Israel e Estados Unidos são marcadas por décadas de tensão que envolvem disputas sobre o programa nuclear iraniano, sanções econômicas multilaterais e o apoio a grupos paramilitares na região do Oriente Médio. Desde a Revolução Islâmica de 1979, Teerã mantém uma postura de confrontação em temas estratégicos que afetam interesses de Washington e de Jerusalém, o que já resultou em diversos episódios de retalição e ataques indiretos.
Além do impacto militar, especialistas em segurança regional alertam que a ofensiva pode provocar uma reação por parte do Irã, seja por meio de contra-ataques a bases israelenses ou americanas, seja pela mobilização de milícias apoiadas pelos iranianos em países vizinhos como Iraque e Síria. O estreito de Ormuz, importante rota para o transporte de petróleo, figura entre os pontos de maior preocupação, pois qualquer bloqueio ou ameaça nessa via pode elevar ainda mais o preço dos combustíveis no mercado internacional.
Analistas também acompanham a repercussão diplomática dessa escalada. É provável que o episódio leve a manifestações de protesto em fóruns como o Conselho de Segurança das Nações Unidas, além de influenciar negociações em curso sobre o acordo nuclear do Irã. Até o momento, nem o Ministério das Relações Exteriores de Teerã nem o gabinete do primeiro-ministro de Israel se pronunciaram oficialmente sobre possíveis vítimas ou danos materiais, o que mantém o quadro de incerteza em torno da iniciativa conjunta dos governos dos Estados Unidos e de Israel.


