A Polícia Civil de Goiás concluiu que Dedilson de Oliveira Sousa agiu em legítima defesa ao matar o motorista Francilei da Silva Jesus, após o atropelamento que causou a morte de seu filho, Danilo Pignato, de 8 anos, em Goiânia.
O caso ocorreu em 2022, na Avenida Consolação, no Setor Canaã. Segundo as investigações, o motorista perdeu o controle do carro, invadiu o canteiro central e atingiu pai e filho. O impacto matou a criança no local.
De acordo com a corporação, havia indícios de que o condutor estava embriagado. No veículo, foram encontradas bebidas alcoólicas. Após o atropelamento, o motorista teria tentado fugir sem prestar socorro.
“De acordo com o entendimento da Polícia Civil, o autor agiu em legítima defesa, pois ao tentar impedir que o atropelador fugisse do local, entraram em luta corporal e o uso da força foi o único meio capaz de repelir a injusta e atual agressão”, informou a polícia em nota.
Imagens de câmeras de segurança mostram o momento em que o carro invade o canteiro e atinge as vítimas. Após a colisão, o pai se levanta e entra em confronto com o motorista.
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Francilei foi socorrido em estado grave e levado ao Hospital de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), mas morreu três dias depois.
Inicialmente, a conduta do pai havia sido analisada como possível homicídio privilegiado, em razão da forte emoção. A delegada Ana Elisa Gomes destacou que ele presenciou a morte do filho no momento do fato.
O pai chegou a ser preso em flagrante, mas foi liberado após audiência de custódia. Na decisão, a juíza Luciane Cristina Duarte da Silva considerou o contexto emocional. “Não há como ignorar a situação em que os fatos se deram, não podendo mensurar a dor e a fortíssima emoção sentida pelo autuado”, escreveu.


