
Mãe é acusada de sequestro por abordar suposto agressor do filho autista em Utah (Foto: Instagram)
Uma residente de Utah, nos Estados Unidos, está enfrentando graves acusações criminais após intervir drasticamente em um caso de bullying escolar. Shannon Tufuga, de 40 anos, foi acusada de sequestro e abuso infantil após um incidente em 17 de setembro de 2025. O alvo de sua ação foi um menino de 11 anos, que supostamente estaria intimidando seu filho autista.
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Documentos judiciais apresentados em Provo indicam que a mãe dirigiu pelo bairro com a intenção de encontrar a criança. Ao avistar o menino em sua bicicleta, ela bloqueou seu caminho com o carro. Naquele momento, Tufuga teria obrigado o garoto a entrar no veículo sem o conhecimento ou consentimento de seus responsáveis.
A intenção da mulher era levar o suposto agressor para sua casa, onde ele pediria desculpas formalmente ao seu filho. Durante o trajeto e a estadia na residência, a situação escalou para ameaças verbais. Relatos no processo sugerem que ela teria dito que seu marido bateria no menino caso ele não obedecesse.
Após o pedido de desculpas forçado, a mulher levou a criança de volta para sua casa. No entanto, o incidente causou sérios danos psicológicos ao menino de 11 anos. Documentos da investigação mostram que ele está sofrendo de estresse emocional grave e altos níveis de ansiedade. Devido ao trauma, o jovem teve que mudar drasticamente suas rotinas diárias e a forma como se desloca pelo bairro.
As acusações contra Shannon Tufuga foram formalmente registradas na última segunda-feira. Inicialmente, o caso foi classificado como crimes de primeiro grau, considerados extremamente graves no sistema jurídico local. No entanto, um tribunal distrital revisou a classificação, reduzindo as acusações para crimes de segundo grau, justificando que isso seria mais adequado aos interesses da justiça para este caso específico.
A defesa da mãe não divulgou detalhes sobre a estratégia que será adotada no tribunal. O caso levanta debates sobre os limites da proteção dos pais em relação aos filhos, especialmente quando envolvem crianças com necessidades especiais. O sistema escolar de Utah geralmente possui protocolos rigorosos para lidar com bullying, mas, neste caso, a solução foi buscada fora das vias institucionais.
Dados educacionais indicam que o bullying ainda é uma preocupação significativa para famílias nos Estados Unidos. Cerca de 20% dos estudantes entre 12 e 18 anos relataram ter sido vítimas de algum tipo de perseguição ou agressão recentemente. Embora o número pareça alto, as estatísticas mostram uma tendência de queda ao longo dos anos.
Na última década, durante o ano letivo de 2010 a 2011, a prevalência de bullying era de 28%. Essa taxa diminuiu para 22% no período de 2018 a 2019, chegando ao atual patamar de um em cada cinco alunos. Órgãos de proteção escolar explicam que, apesar da redução, o impacto nas vítimas continua sendo uma prioridade para as autoridades de saúde e educação.
O caso contra Shannon Tufuga continua em tramitação na justiça de Utah. Ela deve responder pelas ações cometidas ao tentar resolver o conflito entre as crianças por conta própria. O tribunal agora analisa as provas e depoimentos coletados sobre o dia em que o garoto foi levado no veículo da acusada sob ameaça de violência física.


