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Marcos Alberti documenta mudanças faciais após consumo de vinho em projeto fotográfico

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Retrato de participante do Projeto Vinho de Marcos Alberti. (Foto: Instagram)

O fotógrafo brasileiro Marcos Alberti criou um projeto visual que captura a transformação de expressões e humor após a ingestão de vinho. A série, chamada Projeto Vinho, começou como uma diversão entre amigos e ganhou destaque internacional ao ilustrar como as expressões faciais mudam gradualmente. O experimento consistia em fotografar quatro momentos específicos de cada participante: ao chegar ao estúdio ainda sóbrio, e depois de consumir uma, duas e três taças de vinho.

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Alberti mencionou que a ideia surgiu de um ditado popular sobre vinho. Ele explicou sua motivação para iniciar o projeto. “Há um ditado sobre vinho que gosto muito e diz algo como: ‘A primeira taça é sobre a comida, a segunda sobre o amor, e a terceira sobre o caos’. Queria ver com meus próprios olhos se isso era verdade”.

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O estúdio foi preparado para receber pessoas de diferentes origens e círculos sociais. O fotógrafo revelou que muitos participantes não se conheciam antes do evento. Para garantir que o estado emocional inicial fosse genuíno, ele não dava tempo para os convidados se acomodarem ou interagirem com o ambiente. A intenção era capturar o cansaço acumulado de um dia de trabalho e o estresse do trânsito.

O processo de transformação visual
As primeiras fotos de cada sequência mostravam rostos sérios, com leves olheiras e posturas mais rígidas. Conforme as taças eram consumidas, as imagens seguintes revelavam uma mudança clara. O fotógrafo descreveu a dinâmica das sessões de fotos de forma simples. “Após cada taça de vinho, uma foto instantânea, nada sofisticado, apenas um rosto e uma parede, três vezes. Após a terceira taça, muitos sorrisos apareceram e várias histórias foram contadas”.

Os participantes começaram a exibir expressões mais relaxadas e alegres já na segunda foto. Na quarta imagem, que finalizava a sequência de cada pessoa, o ambiente era de total descontração. Muitos apareciam rindo abertamente, piscando para a câmera ou fazendo caretas engraçadas. O rigor das fotos de estúdio dava lugar a retratos que lembravam momentos de confraternização genuína.

Marcos Alberti afirmou que o objetivo principal era mostrar um lado mais leve da interação social mediada pelo álcool, desde que feita com responsabilidade. Ele observou que as buscas na internet sobre o tema geralmente focam apenas em aspectos negativos. Com o projeto, ele buscou documentar o bem estar e a conexão entre as pessoas em um ambiente seguro e amigável.

Integração social e resultados do experimento
O ensaio foi realizado ao longo de seis noites. Durante esse período, o estúdio funcionou como um ponto de encontro onde estranhos acabaram desenvolvendo afinidade. “Eles chegaram estressados pelo trânsito e pelo trabalho. Quando chegaram, fiz uma primeira foto imediatamente, não dei tempo para interagirem com o ambiente, para que eu pudesse capturar o estresse real. Depois, dei a eles a primeira taça”, contou o profissional em entrevista.

Ele destacou que a mistura de grupos diferentes foi proposital para observar a evolução do comportamento social. Segundo Alberti, foi divertido ver como eles interagiam antes e depois do vinho, notando que todos terminaram a experiência como amigos. O resultado final do projeto reuniu dezenas de sequências fotográficas que padronizam a luz e o fundo, deixando todo o destaque para a linguagem corporal e as microexpressões dos modelos voluntários.

As imagens finais do Projeto Vinho mostram pessoas com olhos fechados em gargalhadas ou abraçadas a novos conhecidos. O contraste entre a fadiga da chegada e a euforia da terceira taça é o elemento central da obra. O fotógrafo ressaltou que as fotos funcionam como retratos de uma hora feliz, capturando a transição do isolamento do cotidiano para a abertura social.

Você pode encontrar a coleção completa de imagens aqui.

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