
Bolsa de couro de T. rex sintético exposta no Art Zoo Museum: biotecnologia redefine o ultra luxo (Foto: Instagram)
Uma bolsa de luxo trouxe um novo significado para exclusividade ao ser feita de couro de Tyrannosaurus rex, o famoso predador que viveu há 65 milhões de anos. Cientistas e designers colaboraram para criar esse acessório, que está à venda por um preço exorbitante, desafiando o mercado de moda a repensar materiais sintéticos e biotecnológicos.
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Embora o consenso acadêmico atual sugira que o T-Rex era provavelmente coberto de penas, a estética desse novo material busca refletir a essência do animal. Sem uma ressurreição literal do dinossauro, os cientistas usaram sequências de proteínas que paleontólogos reconstruíram ao longo de anos de pesquisa.
O processo de fabricação foi completamente realizado em laboratório, utilizando tecnologia celular avançada. Inspirada nas sequências genéticas do dinossauro, a criação permitiu que as empresas envolvidas desenvolvessem um material que imita a pele do réptil extinto. A bolsa foi produzida pela marca polonesa Enfin Levé e será exibida no Art Zoo Museum, em Amsterdã.
Bas Korsten, diretor criativo global da VML, explicou a estratégia por trás do projeto, desenvolvido em parceria com as empresas de biotecnologia The Organoid Company e Lab-Grown Leather Ltd. O couro cultivado em laboratório enfrenta desafios no mercado de luxo por ser visto como uma imitação do couro tradicional. Com o couro de T-Rex, a intenção é transformar essa percepção.
Posicionando o couro de T-Rex como ultra luxo, estamos demonstrando que materiais éticos, cultivados em laboratório, podem ser tão desejáveis quanto o couro tradicional. Se mudarmos a forma como as pessoas veem esses materiais, acreditamos que a adoção mais ampla seguirá, afirmou Korsten.
Diferentemente do couro animal tradicional, este material sintético não requer o uso de produtos químicos prejudiciais no processo de curtimento. A tecnologia celular permite criar texturas complexas sem a necessidade de criação de gado ou abate de animais, oferecendo uma alternativa para a alta costura.
Che Connon, CEO da Lab-Grown Leather, destacou o impacto técnico da peça. Este projeto demonstra o poder da tecnologia celular em criar materiais inovadores e eticamente sólidos. A bolsa serve como prova do que a bioengenharia pode alcançar no design de produtos de consumo.
Após a exibição no museu, a peça será leiloada. O preço inicial reforça a categoria de ultra luxo mencionada pelos criadores, com a bolsa de T-Rex começando em 663 mil dólares. Esse valor reflete o custo da pesquisa genética e do desenvolvimento laboratorial para recriar, de forma sintética, a textura de um animal extinto.


