
Astronauta ao lado da bandeira dos EUA na Lua, símbolo do legado Apollo que inspira a Artemis II (Foto: Instagram)
A missão Artemis II da NASA está em andamento em direção à Lua, com os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen a bordo. O grupo partiu da Terra na última quarta-feira, 1º de abril, e deve retornar em 10 de abril. Este é um momento histórico, marcando a primeira viagem de humanos ao satélite natural desde a missão Apollo 17, em 1972.
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O cronograma está seguindo conforme o planejado e a tripulação se aproxima do ponto médio da missão. Em breve, a cápsula Orion passará pelo lado oculto da Lua. Durante essa fase, os astronautas participarão de uma entrevista transmitida ao vivo, prometendo mostrar imagens inéditas para o público na Terra. Esta transmissão será feita em parceria com a Netflix, permitindo que espectadores de todo o mundo acompanhem o evento em tempo real.
A expectativa em torno desse evento vai além da exploração científica. Existe uma possibilidade real de que as imagens capturadas ajudem a desmentir teorias da conspiração que circulam há décadas. Desde a década de 1970, existe a ideia de que a NASA nunca enviou homens à Lua e que as missões Apollo foram, na verdade, produções cinematográficas.
O surgimento dessa desconfiança remonta a Bill Kaysing, um ex-oficial da Marinha dos Estados Unidos que trabalhou como redator técnico para uma fabricante envolvida nas missões Apollo. Em 1976, ele publicou o livro “Nós Nunca Fomos à Lua: A Fraude Americana de Trinta Bilhões de Dólares”. Nele, Kaysing alegou ter conhecimento interno de que o governo dos Estados Unidos havia forjado tudo.
De acordo com os argumentos de Kaysing, a tecnologia necessária para pousar na Lua não estava disponível na década de 1960. Para cumprir a promessa do falecido presidente John F. Kennedy e vencer a Corrida Espacial contra a União Soviética durante a Guerra Fria, a NASA teria enviado os astronautas apenas para a órbita da Terra. O pouso em si teria sido filmado em um estúdio.
Com o passar dos anos, essas teorias ganharam força em fóruns da internet. Entusiastas da conspiração analisam fotos e vídeos antigos em busca de inconsistências na iluminação ou na movimentação das bandeiras. Alguns afirmam que a radiação no espaço impediria qualquer viagem para fora da órbita terrestre, o que tornaria todos os empreendimentos espaciais uma fraude.
A Artemis II utiliza sistemas modernos que permitem o envio de dados e imagens com uma clareza que não existia na era Apollo. A tripulação viajará pelo lado mais distante da Lua e deve quebrar recordes de distância percorrida por humanos no espaço. A transmissão oficial será um teste de transparência para a agência espacial, desafiando as alegações de que tudo não passa de uma montagem em tela verde ou salas de gravidade zero.
Em relação ao evento, as autoridades da missão mantêm o foco nos objetivos técnicos, mas reconhecem o interesse do público. Victor Glover comentou em uma coletiva antes da partida: “Estamos prontos para mostrar a realidade do que estamos vivenciando lá em cima”. O objetivo é que a visão direta do relevo lunar e do ambiente espacial em alta definição forneça evidências visuais difíceis de serem contestadas por métodos de edição tradicionais.
A transmissão poderá ser assistida no Brasil a partir das 14:00, no horário de Brasília. Milhões de pessoas devem se conectar para observar a transmissão que será distribuída globalmente. A tecnologia de streaming permite que a NASA alcance uma audiência diversificada, atingindo gerações que não eram nascidas quando os últimos astronautas caminharam em solo lunar.


