
Tina Hines compartilha experiência de quase-morte (Foto: Instagram)
Em fevereiro de 2018, Tina Hines estava caminhando em Phoenix, Arizona, junto com seu marido, Brian, quando sofreu um ataque cardíaco repentino. O que se seguiu foi uma sequência de eventos médicos que desafiaram as estatísticas de sobrevivência. Brian começou imediatamente a realizar manobras de reanimação cardiorrespiratória enquanto aguardava os paramédicos, na tentativa de manter o fluxo sanguíneo mínimo para os órgãos vitais de Tina.
++ Sistema de IA revela como gente comum está criando renda passiva no automático
Durante o transporte para o hospital mais próximo, a equipe de emergência precisou usar o desfibrilador para reanimar Tina quatro vezes seguidas. Ao chegar ao hospital, ela passou por mais uma intervenção com o aparelho. No total, Tina ficou tecnicamente morta por 27 minutos. Esse tempo é considerado crítico, pois estudos indicam que o cérebro humano pode continuar ativo por um curto período após a parada cardíaca, processando informações sonoras ou visuais antes da cessação total das funções.
Após os 27 minutos sem sinais vitais, os médicos conseguiram estabilizar Tina. Assim que ela recobrou a consciência, ainda sob efeito de sedativos e com um tubo de ventilação que a impedia de falar, ela mostrou uma urgência incomum. Tina gesticulou pedindo papel e caneta, chamando a atenção de todos no quarto do hospital.
Com movimentos trêmulos, ela rabiscou algumas letras em um pedaço de papel que, a princípio, eram indecifráveis para sua família. O esforço físico para escrever naquela condição era claro, mas Tina insistia em transmitir sua mensagem antes mesmo de comentar sobre sua dor ou o que havia ocorrido durante o colapso na trilha.
Brian Hines e os filhos analisaram os rabiscos até entenderem a frase “it’s real”, que significa “é real” em português. Brian recorda o momento da tentativa de decifrar o recado da esposa. “Nós descobrimos que ela escreveu I-T-S-R-E-A-L. ‘O que é real?’ E eu perguntei: ‘A dor? O hospital?’ Ela balançava a cabeça lentamente. Os olhos estavam fechados. Ela estava totalmente ventilada”, relatou o marido.
A confirmação do significado veio através de uma pergunta feita pela filha do casal. “Não, e então minha filha perguntou: ‘O céu?’ E ela fez que sim com a cabeça”, explicou Brian. Posteriormente, após ser retirada dos aparelhos e recuperar a fala, Tina detalhou sua experiência visual e sensorial durante o tempo em que esteve clinicamente morta.
“O descanso inacreditável e a paz do que eu estava vivenciando era Jesus parado ali com os braços bem abertos”, afirmou Tina em entrevista à Christian Broadcasting Network. Ela descreveu o cenário com riqueza de detalhes cromáticos, mencionando que as cores eram extremamente vibrantes. “E logo atrás de Jesus, parado ali, estava esse brilho incrível. Era tão real”, completou.
Tina Hines transformou sua experiência em um livro intitulado “Heaven – It’s Real… How Dying Changes Living”, onde narra o encontro que afirma ter tido e como o episódio alterou sua percepção sobre a vida cotidiana e os desafios emocionais.


