
Ícone pop posa ao lado de jovem ator durante evento público (Foto: Instagram)
O lançamento da cinebiografia Michael reacendeu um dos debates mais controversos da cultura pop: a relação de Michael Jackson com crianças e as acusações de abuso que marcaram sua vida. O filme optou por não abordar essas alegações, o que provocou reações imediatas, especialmente de quem acompanhou de perto os desdobramentos ao longo dos anos.
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Entre as críticas mais diretas está a do diretor Dan Reed, responsável pelo documentário Leaving Neverland. Ele ironizou a ausência do tema, comparando a escolha a contar a história de um criminoso sem mencionar seus crimes. Para Reed, ignorar esse aspecto cria um retrato incompleto de uma figura tão complexa.
As acusações contra Jackson surgiram de diferentes pessoas ao longo do tempo, incluindo James Safechuck e Wade Robson, que detalharam suas experiências no documentário. O cantor sempre negou todas as acusações, afirmando que sua proximidade com crianças era uma tentativa de recuperar a infância que, segundo ele, foi perdida devido à pressão e aos abusos sofridos durante sua trajetória no Jackson 5, sob a rígida disciplina do pai, Joe Jackson.
Relação com Macaulay Culkin
Um dos exemplos mais conhecidos dessa proximidade foi a amizade com Macaulay Culkin, que começou quando o ator tinha cerca de 10 anos. A diferença de idade e o contexto em que essa relação se desenvolveu chamaram a atenção do público e da imprensa na época, alimentando especulações.
Em entrevistas recentes, Culkin voltou a comentar o assunto, descrevendo a relação como algo simples e natural dentro da perspectiva dele. Em conversa com Michael Rosenbaum no podcast Inside of You, afirmou: “Ele me procurou porque muita coisa estava acontecendo comigo muito rápido, e acho que ele se identificou com isso. É fácil dizer que era estranho, mas não era, porque fazia sentido.”
Segundo o ator, o fato de Jackson ser uma das pessoas mais famosas do mundo é o principal motivo pelo qual a amizade foi vista de forma diferente. “No fim das contas, éramos amigos. É uma das minhas amizades que as pessoas questionam apenas por causa disso”, disse.
Declarações e defesa pública
Outro ponto frequentemente citado nas discussões é o hábito relatado por Jackson de dividir a cama com crianças durante visitas ao rancho Neverland, incluindo Culkin e seu irmão. Esse comportamento foi amplamente debatido ao longo dos anos e contribuiu para o aumento das suspeitas públicas.
Apesar disso, Culkin sempre manteve uma posição firme em defesa do cantor. Em entrevista à revista Esquire, declarou: “Vou começar com uma frase que não é uma frase, é a verdade: ele nunca fez nada comigo. Eu nunca vi ele fazer nada.”
O ator acrescentou que, caso tivesse presenciado algo inadequado, não teria motivos para esconder. “Se eu tivesse algo para dizer, eu diria. Mas não, nunca vi nada; ele nunca fez nada.”
Enquanto novas produções revisitam a trajetória de Michael Jackson, o contraste entre diferentes versões e testemunhos continua alimentando um debate que atravessa décadas e permanece em aberto para o público.


