O britânico Phillip Herron, de 34 anos, morreu após enfrentar um período de dificuldades financeiras enquanto aguardava o pagamento do benefício Universal Credit. Pai solo de três filhos, ele havia deixado o trabalho para cuidar das crianças e passou a acumular dívidas e atrasos nas despesas básicas.
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Segundo a família, Herron devia cerca de R$ 130 mil, incluindo empréstimos com juros elevados. Sem renda fixa, solicitou o auxílio do governo, mas o prazo de aproximadamente um mês para liberação do benefício agravou a situação. No momento em que morreu, ele tinha apenas R$ 30 na conta bancária.
No dia, ele estava dentro do carro, em uma estrada rural, quando publicou uma foto chorando nas redes sociais. Minutos depois, morreu. Em uma mensagem deixada, afirmou que acreditava que a família estaria melhor sem ele.
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A mãe, Sheena Derbyshire, de 54 anos, afirmou que o filho sempre foi responsável e que a mudança na condição financeira teve impacto direto em sua vida. “Ele era um pai solo. Era responsável. Sempre teve dinheiro antes e os filhos tinham de tudo”, disse.
Ela também relacionou a espera pelo benefício ao agravamento do quadro. “Isso foi a gota final”, declarou.
A família afirma que a demora na liberação de auxílios pode agravar situações de vulnerabilidade. “Quando as pessoas recorrem ao governo, elas já estão desesperadas. Fazer com que esperem tanto tempo é perigoso”, disse Sheena.


