Parece que o clima entre o clã Bolsonaro e a família Zema azedou. O Partido Novo e o Banco Master são os personagens de mais uma polêmica que movimenta os bastidores da direita brasileira.
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A tensão aumentou após o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, classificar como “imperdoáveis” mensagens atribuídas ao senador Flávio Bolsonaro. A reação veio rapidamente por meio do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, que decidiu expor dados de doações registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo os registros oficiais, Henrique Vorcaro, pai do proprietário do Banco Master, realizou uma doação de R$ 1 milhão ao diretório do Partido Novo em Minas Gerais durante o ano de 2022. O repasse, conforme consta na prestação de contas da legenda, foi destinado à manutenção partidária. Além disso, outros integrantes da família Vorcaro também aparecem como doadores de campanhas de candidatos ligados ao Novo em eleições recentes, incluindo os pleitos de 2018 e 2022.
A divulgação das informações elevou ainda mais o tom da disputa política entre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro e integrantes do Novo. Eduardo Bolsonaro utilizou os dados para rebater críticas éticas feitas por Zema ao seu irmão, alimentando o embate entre dois grupos que disputam espaço e influência dentro do campo conservador.
Em resposta, o Novo de Minas Gerais divulgou uma nota afirmando que todas as doações recebidas foram feitas dentro da legalidade e registradas de forma pública junto à Justiça Eleitoral. O partido também declarou que, à época das contribuições, não havia qualquer informação sobre possíveis irregularidades envolvendo o Banco Master.
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A legenda reforçou ainda que mantém independência em relação a doadores e defendeu a instalação imediata de uma CPI para investigar o caso. Nos bastidores, o episódio já é visto como mais um capítulo da crescente disputa entre possíveis nomes da direita para os próximos ciclos eleitorais.


