O assassinato da jovem Yara Gambirasio se transformou em um dos casos criminais mais impactantes da Itália após uma investigação inédita que analisou o DNA de milhares de pessoas até chegar ao principal suspeito.
Yara tinha 13 anos e desapareceu no dia 26 de novembro de 2010, após sair de um ginásio na cidade de Brembate di Sopra, no norte da Itália. A adolescente caminhava em direção à própria casa quando sumiu sem deixar rastros.
O corpo da jovem só foi encontrado três meses depois, em fevereiro de 2011, em uma área de vegetação na cidade de Chignolo d’Isola, a cerca de 10 quilômetros de distância do local do desaparecimento.
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Segundo a perícia, Yara foi atingida na cabeça, provavelmente com uma pedra, e sofreu múltiplas facadas. Os investigadores também apontaram sinais de tentativa de violência sexual.
O caso mobilizou todo o país e levou autoridades italianas a realizarem uma das maiores operações genéticas já feitas em uma investigação criminal na Europa. Mais de 22 mil amostras de DNA foram coletadas de moradores da região na tentativa de identificar o responsável pelo crime.
Durante a análise das provas, peritos encontraram material genético masculino nas roupas da adolescente. O DNA acabou levando até Massimo Bossetti, um pedreiro casado, pai de três filhos e sem antecedentes criminais.
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Outro detalhe chamou atenção dos investigadores: os pulmões de Yara continham vestígios de pó de construção civil, elemento que reforçou a suspeita contra Bossetti.
O homem foi preso em 2014, mais de três anos após o assassinato, e sempre negou envolvimento no crime. Em 2016, Bossetti foi condenado à prisão perpétua pelo assassinato da adolescente. A sentença foi confirmada posteriormente pela Corte de Apelação de Brescia.
A defesa do pedreiro ainda tentou reverter a condenação nos anos seguintes, incluindo pedidos de revisão e acesso a novos exames do material genético, mas a Justiça italiana rejeitou os recursos.


