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Vítima detalha como conseguiu escapar do cativeiro de um serial killer com uma simples ação

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Kara Robinson tinha 15 anos quando foi sequestrada à luz do dia por Richard Evonitz, em 24 de junho de 2002, na Carolina do Sul, Estados Unidos. Mantida em cativeiro por cerca de 18 horas, ela observou cada detalhe do trajeto e do local onde estava presa, aguardou o momento em que o criminoso adormeceu e conseguiu escapar. As informações fornecidas por ela ajudaram a polícia a identificar evidências que ligaram o sequestrador a outros casos de desaparecimento e assassinato de adolescentes.

Na tarde do sequestro, Kara regava plantas na casa de uma amiga quando foi abordada por um homem que se apresentou oferecendo panfletos. Em seguida, ele apontou uma arma para a adolescente e a obrigou a entrar em um compartimento plástico no banco traseiro do carro.

Durante o percurso até o apartamento do sequestrador, Kara decidiu memorizar o máximo de informações possível. Ela observou o número de curvas feitas pelo veículo, o número de série da caixa plástica onde foi colocada e até a estação de rádio que tocava durante a viagem.

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No apartamento, Richard Evonitz manteve a adolescente em cativeiro por aproximadamente 18 horas. Enquanto era mantida presa, Kara continuou concentrada em seu plano de fuga. Em entrevista à revista People, ela explicou qual era sua estratégia: “Reúna informações, espere que ele baixe a guarda e fuja”.

Quando o sequestrador adormeceu, a adolescente conseguiu soltar uma das mãos das algemas usando os dentes, destravou as fechaduras da porta e correu até um estacionamento, onde encontrou dois homens que a levaram a uma delegacia.

Ao relembrar aquele momento, Kara afirmou: “O medo mal chegou a aparecer… a vontade humana de sobreviver e o instinto de sobrevivência realmente não podem ser subestimados”.

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Ela também contou o que pensava enquanto fugia: “Eu sabia que ele estava com a arma bem ao lado dele e que ia me ver correndo e atirar nas minhas costas — era só nisso que eu conseguia pensar. E pensei: ‘Sabe de uma coisa? Não importa, porque eu consegui sair, e pelo menos alguém vai conseguir encontrá-lo.’ Meu corpo estava com medo, mas meu cérebro dizia: ‘Certo, agora é hora de agir. Vamos fazer isso'”.

Graças às informações que reuniu durante o período em que esteve em cativeiro, Kara conduziu os investigadores até o apartamento do criminoso. Embora ele já tivesse fugido, os policiais encontraram provas que o ligaram aos assassinatos das adolescentes Sofia Silva e das irmãs Kati e Kristin Lisk, desaparecidas na Virgínia na década de 1990.

Dois dias depois, Richard Evonitz foi localizado na Flórida. Após uma perseguição policial, ele tirou a própria vida. Segundo as autoridades, também foram encontrados impressões digitais e material genético que o conectavam aos crimes.

Anos depois, Kara ingressou na área de segurança pública, trabalhou em investigações envolvendo abuso infantil e violência e, posteriormente, passou a atuar no apoio a sobreviventes. Casada e mãe de três filhos, ela também participou de documentários, podcasts e produções sobre sua história.

Ao explicar por que decidiu compartilhar sua experiência, ela afirmou: “Sempre soube que o que aconteceu comigo aconteceu para que eu pudesse ajudar outras pessoas. Eu sabia que, se quisesse ajudar as pessoas, precisava contar minha história de uma forma da qual eu me orgulhasse”.

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