Aos 60 anos, Margareth Serrão voltou a agitar as redes sociais ao mostrar o resultado de uma sessão de bronzeamento com biquíni de fita. Nas fotos, a mãe de Virginia Fonseca exibiu suas novas marquinhas e chamou a atenção pela definição do abdômen, levando os seguidores a comentarem sobre o físico da influenciadora.
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A repercussão vai além da estética. Em tempos em que mulheres acima dos 50 anos estão cada vez mais presentes discutindo envelhecimento, longevidade e qualidade de vida, cresce também o interesse em entender o que realmente faz diferença para manter força, disposição e massa muscular após a menopausa.
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Embora procedimentos estéticos possam melhorar o contorno corporal, eles não explicam, por si só, um físico definido. Segundo o médico João Branco, especialista em envelhecimento saudável, o resultado geralmente reflete um conjunto de hábitos acumulados ao longo do tempo.
“Cirurgias podem melhorar contornos e corrigir excesso de pele, mas não constroem massa muscular nem condicionamento físico. Um corpo saudável aos 60 anos normalmente é resultado da combinação entre alimentação equilibrada, atividade física regular, sono adequado, controle do estresse e, quando necessário, acompanhamento hormonal individualizado”, afirmou.
A menopausa representa uma mudança significativa na composição corporal feminina. Com a diminuição dos níveis de estrogênio, é mais comum perder massa muscular, acumular gordura e reduzir a densidade óssea. Ainda assim, o especialista destaca que esse processo não impede bons resultados.
“O foco não deve ser apenas a aparência. Preservar músculos significa reduzir o risco de doenças, manter autonomia e garantir qualidade de vida. A estética acaba sendo consequência desse cuidado”, explicou.
Entre os hábitos mais importantes nessa fase, a musculação aparece hoje como protagonista. Para o personal trainer Cássio Fidlay, um corpo com boa definição aos 60 anos normalmente revela muito mais do que genética ou procedimentos.
“Não dá para concluir a rotina de alguém apenas olhando uma foto. Mas um físico com boa massa muscular nessa idade geralmente é resultado de treinamento de força consistente, alimentação adequada e um estilo de vida saudável”, observou.
Ele comentou, ainda, que a musculação deixa de ser apenas uma estratégia estética e passa a ser uma ferramenta de saúde. Além de preservar músculos, o treinamento melhora equilíbrio, mobilidade e independência, fatores diretamente ligados ao envelhecimento com qualidade.
Mesmo para quem nunca treinou, começar depois dos 60 continua sendo uma possibilidade: “Idade não impede ganhos de força e melhora da composição corporal. O mais importante não é fazer treinos extremos, mas manter uma rotina progressiva e constante”, garantiu ele.
Para João Branco, o interesse despertado por imagens como as de Margareth Serrão reflete uma mudança de comportamento. Cada vez mais mulheres querem chegar à maturidade preservando autonomia, saúde e funcionalidade, sem associar o envelhecimento necessariamente à perda de força.
“Envelhecer bem vai muito além da estética. Significa manter independência, capacidade funcional e qualidade de vida por muitos anos”, declarou.



