A mãe de Ísis Helena, de 5 anos, e Laís Heloísa, de 3, relatou à Polícia Civil que vinha sendo perseguida e ameaçada pelo ex-companheiro, Breno de Souza Castro, desde o fim do relacionamento, em março. As meninas foram encontradas mortas dentro de um carro no domingo (09), Dia dos Pais, em São Paulo. Breno foi preso em flagrante e indiciado por duplo vicaricídio, segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP).
De acordo com o relato da mãe, o relacionamento com Breno durou cerca de oito anos e terminou após episódios de agressão e traição. As agressões, segundo ela, nunca haviam sido registradas em uma delegacia. Depois da separação, porém, o ex-companheiro teria passado a persegui-la e ameaçá-la.
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No sábado (08), um dia antes da localização dos corpos, a mulher entregou as duas meninas à ex-sogra, que costumava ficar com elas aos fins de semana. A entrega era feita em um ponto intermediário para evitar encontros com Breno, que morava no andar de cima da casa da mãe.
No domingo, depois de publicar uma foto com amigas, a mulher recebeu uma mensagem do ex-companheiro afirmando que aquela seria a última vez que ela veria as filhas. Breno havia buscado as crianças e disse que as levaria ao Museu do Ipiranga.
Horas depois, uma familiar questionou o homem sobre a demora para retornar. Conforme o relato apresentado à polícia, Breno respondeu que ninguém mais veria as crianças e que iria matá-las e se matar em seguida.
A mãe voltou para a casa da ex-sogra e passou a noite acompanhada de familiares, enquanto as buscas por Breno e pelas duas meninas continuavam.
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Os corpos de Ísis Helena e Laís Heloísa foram encontrados na manhã de domingo dentro de um carro estacionado na Rua Luiz Supertti, no Jardim Guanabara, na Zona Sul da capital paulista.
A Polícia Civil considera que as mortes ocorreram no contexto de violência contra a mãe das crianças e indiciou Breno por vicaricídio duplo, crime em que filhos são mortos como forma de atingir o outro genitor.
Breno foi preso em flagrante no domingo (09). No dia seguinte, após audiência de custódia, a Justiça converteu a prisão em preventiva.


