O apresentador Ratinho, do SBT, voltou a se manifestar sobre as críticas que recebe nas redes sociais devido a comentários feitos em seu programa. Durante uma conversa com o humorista Dedé Santana, ele afirmou que “não pode mais brincar” na televisão por causa do “politicamente correto”.
++ Nova tendência em IA permite criar conteúdo profissional em poucos minutos
Recentemente, Ratinho foi alvo de comentários e até de uma denúncia junto ao Ministério Público após um suposto comentário homofóbico direcionado ao cantor Thiago Piquilo. Na ocasião, o apresentador afirmou que o sertanejo estava com “uma cara de viado”.
++ Deolane Bezerra desenvolve doença grave na cadeia
Nesta terça-feira (25/8), ao receber Dedé Santana em seu programa, Ratinho mencionou as críticas que recebe e disse que “não pode brincar”. “Olha Dedé, no seu tempo de Trapalhões, a gente podia brincar à vontade. Agora, você não pode brincar mais”, lamentou o comunicador.
“Qualquer coisa que você fala na televisão, especialmente no programa ao vivo… Qualquer brincadeira que eu faço, as pessoas já colocam lá: ‘Ratinho misógino’, que eu nem sei o que é essa porra, ‘Ratinho homofóbico’… Colocam na rede social… No meu programa é tudo na brincadeira”, completou.
Essa não é a primeira vez que Ratinho fala sobre isso em seu programa. Há duas semanas, ele se irritou e fez um discurso inflamado após ser alvo de uma denúncia envolvendo uma suposta declaração homofóbica. No desabafo, o famoso criticou o que chamou de “patrulhamento da discordância” que existe nas redes sociais.
O apresentador afirmou que a internet virou um “tribunal” comandado por “santos sem pecado”. “Eu quero dar um recado: hoje existe um patrulhamento da discordância”, começou Ratinho.
“Se você não concorda com qualquer posicionamento, você já é considerado ‘fóbico’… É homofóbico, gordofóbico, seja o ‘fóbico’ que inventarem. Personalidade e direito de expressão ficam em segundo plano. A rede social hoje é o tribunal que determina quem deve ser cancelado”, completou.
Ele continuou o desabafo: “Os julgadores são santos sem pecado e de reputação imaculada. E eu digo de consciência tranquila que eu tenho fobia sim: tenho fobia a injustiça, tenho fobia a mau caráter, aos aproveitadores”, disse.


