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Urgente! Relatório confirma conversa de Vorcaro com Moraes dias antes da prisão e revela teor criminal

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Na última terça-feira (1º), os bastidores da Justiça brasileira foram agitados com a divulgação de um relatório da Polícia Federal que revela detalhes da relação entre o ministro do STF, Alexandre de Moraes, e o banqueiro Daniel Vorcaro. O jornal O Estado de S. Paulo foi o veículo responsável por publicar detalhes das conversas encontradas no telefone do empresário durante as investigações da Operação Compliance Zero.

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Segundo o relatório, os investigadores identificaram uma série de mensagens trocadas por Vorcaro com um contato salvo em seu celular como “Alexandre de Moraes”. As conversas teriam começado em 4 de novembro de 2025 e se intensificado nos dias que antecederam a operação, que investigava possíveis fraudes envolvendo instituições financeiras.

Entre as mensagens que mais chamaram a atenção dos investigadores está uma enviada por Vorcaro em 15 de novembro. Na ocasião, o banqueiro teria perguntado ao contato: “Acha que segunda já tenho que estar fora?”. Em seguida, fez outros questionamentos: “Aquele mesmo juiz Ricardo? E o (Gabriel) Galípolo, presidente do Banco Central, tá sabendo? Conseguimos fazer algo?”.

Poucos dias depois, Daniel Vorcaro foi preso pela Polícia Federal quando tentava embarcar em um jato particular. Para os investigadores, a tentativa de deixar o país poderia indicar que o banqueiro pretendia evitar uma eventual prisão. O relatório da PF vai além e aponta que o conteúdo das conversas pode levantar suspeitas sobre um possível compartilhamento de informações relacionadas à operação policial.

As eventuais respostas atribuídas a Moraes, entretanto, não puderam ser recuperadas. De acordo com o Estadão, as mensagens trocadas entre os dois estavam configuradas no modo de visualização única, o que impediu a recuperação do conteúdo após a abertura.

As mensagens extraídas do aparelho de Vorcaro também revelariam possíveis interações com pessoas ligadas à família de Alexandre de Moraes. Um dos pontos destacados no material envolve o contrato de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório Barci de Moraes, comandado por Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro.

Segundo as informações divulgadas pelo jornal, Vorcaro teria cobrado atenção especial em relação aos pagamentos previstos no contrato. O conjunto das mensagens passou a integrar o relatório produzido pela Polícia Federal e posteriormente teve o sigilo suspenso por decisão do ministro André Mendonça.

A decisão de Mendonça ocorreu na terça-feira (1º), mesmo dia em que o conteúdo das conversas ganhou ampla repercussão. Na véspera, o ministro havia determinado que a Procuradoria-Geral da República analisasse, em um prazo de cinco dias, o relatório da PF que detalha a relação entre Moraes e Vorcaro e se manifestasse sobre a possibilidade de abertura de uma investigação envolvendo o ministro do Supremo.

A resposta da PGR, no entanto, veio em sentido contrário aos procedimentos adotados por Mendonça. No início da noite de terça-feira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, pediu a nulidade do inquérito e contestou a forma como as apurações foram conduzidas.

Segundo Gonet, não caberia ao magistrado determinar diretamente à Polícia Federal a investigação de pessoas específicas sem uma solicitação do Ministério Público ou sem iniciativa da própria autoridade policial. Para o procurador-geral, esse tipo de determinação extrapolaria os limites de competência do magistrado durante a fase pré-processual.

Gonet também afirmou que, mesmo que fossem encontrados indícios de uma possível irregularidade penal, não caberia ao relator aprofundar as investigações especificamente em relação a um colega do Supremo. Apesar da manifestação da PGR, Mendonça afirmou, na decisão que retirou o sigilo do relatório, que os novos elementos deverão ser submetidos ao plenário do STF. Segundo o ministro, caberá à Corte analisar os fatos de forma “técnica e estritamente jurídica”.

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O caso, portanto, coloca no centro do debate não apenas o conteúdo das mensagens atribuídas ao contato salvo como Alexandre de Moraes no celular de Vorcaro, mas também os limites da investigação conduzida pela Polícia Federal, a validade dos procedimentos adotados por Mendonça e a possibilidade de que os diálogos tenham relevância criminal. Até o momento, porém, o conteúdo das mensagens, por si só, não estabelece uma conclusão definitiva sobre eventual prática criminosa.

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